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Mercenários devem deixar a Líbia para assegurar eleições pacíficas, alerta ONU

Jelena Aparac, chefe do grupo de trabalho das Nações Unidas sobre o uso de mercenários [Twitter]
Jelena Aparac, chefe do grupo de trabalho das Nações Unidas sobre o uso de mercenários [Twitter]

Especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) reivindicaram novamente na sexta-feira (30) a retirada imediata de todos os mercenários e combatentes privados na Líbia, ao descrever sua saída como “condição vital” para eleições pacíficas no fim do ano.

As informações são da agência Anadolu.

Jelena Aparac, chefe do grupo de trabalho das Nações Unidas sobre o uso de mercenários, e quatro de seus colegas — Lilian Bobea, Chris Kwaja, Ravindran Daniel e Sorcha MacLeod — destacaram que a presença dos mercenários ameaça a estabilidade de toda a região.

“Nove meses após o cessar-fogo demandar a retirada de forças estrangeiras e mercenários da Líbia, entidades militares privadas continuam a operar no país”, relatou Aparac.

O recrutamento local por tais forças continua e sua presença na Líbia impede os avanços do processo de paz e constituem um obstáculo às eleições, reiterou o grupo.

Segundo os peritos das Nações Unidas, tratam-se de “combatentes privados bem treinados e bem armados”, com origem da Rússia, Síria, Sudão e Chade, muitos dos quais qualificados como mercenários, conforme os critérios internacionais.

Mercenários e agentes relacionados, insistiram os experts, devem imediatamente deixar a região e encerrar a transferência de armas e equipamentos à Líbia.

“Exortamos a comunidade internacional a assumir medidas concretas para ajudar neste processo”, concluiu Aparac.

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