As autoridades argelinas detiveram o coordenador de um partido de oposição de esquerda e o colocaram em prisão preventiva por acusações que incluem insultar o presidente Abdelmadjid Tebboune. Fethi Ghares, do Movimento Democrático e Social (MDS), foi levado de sua casa na noite de quarta-feira, de acordo com uma postagem no Facebook de sua esposa Messaouda Cheballah.
As acusações contra o Ghares incluem “divulgar informações que podem minar a unidade nacional” e a “ordem pública”, além de insultar uma instituição do Estado e o presidente. “O ativismo político não é um crime”, pontuou Cheballah em resposta.
Ghares é membro do movimento Hirak, um movimento de protesto pró-democracia formado em 2019 em resposta a uma declaração do presidente de longa data, Abdelaziz Bouteflika, na qual ele anunciou sua candidatura para um quinto mandato. Protestos em massa subsequentes e sustentados resultaram na renúncia de Bouteflika após quase 20 anos no cargo.
LEIA: Maior partido islâmico se recusa a aderir ao novo governo na Argélia
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