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Ministro da Tunísia aponta US$ 6 bilhões em projetos públicos interrompidos

O primeiro-ministro tunisiano, Hichem Mechichi, fala durante uma entrevista coletiva para anunciar uma ampla remodelação do gabinete na capital Túnis, Tunísia, em 16 de janeiro de 2021 [Yassine Gaidi/Agência Anadolu]

O primeiro-ministro tunisiano, Hichem Mechichi, divulgou na sexta-feira que o valor dos projetos públicos paralisados no país chegou a cerca de US$ 6 bilhões.

A informação foi feita a jornalistas após a quinta reunião da série de reuniões Bayt Al-Ḥikmah (Casa da Sabedoria) que a presidência está realizando na presença de seus parceiros financeiros internacionais: a União Tunisiana da Indústria, Comércio e Artesanato (UTICA, na sigla em inglês) e a União Nacional da Agricultura e Pesca.

Mechichi afirmou: “Um dos obstáculos mais importantes para o investimento público são os regulamentos e formalidades legais”.

Ele destacou: “Um plano de ação será definido para permitir ao governo explorar US$ 714 milhões das alocações de projetos públicos suspensos nos próximos 12 meses”.

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Mechichi explicou que um novo decreto está sendo preparado há meses para organizar contratos públicos e será apresentado na próxima reunião de gabinete.

“Há US$ bilhões alocados para financiar projetos de transporte, no entanto, 50 por cento desses fundos não foram desembolsados”, confirmou o ministro dos Transportes da Tunísia, Moez Chakchouk, à margem da reunião.

O ministro lembrou que alguns problemas estão sendo superados em algumas obras, inclusive no projeto da malha ferroviária expressa.

“Apesar de todos os obstáculos, o projeto será lançado no dia 25 de julho”, acrescentou.

Enquanto isso, Antoine Sallé de Chou, chefe do Escritório do Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento (BERD, na sigla em inglês), explicou que as partes da reunião discutiram maneiras de acelerar a realização de projetos de infraestrutura paralisados ​​para apoiar a recuperação econômica.

De Chou indicou: “Há uma carteira financeira de 8,7 milhões de euros fornecida pelos oito parceiros financeiros da Tunísia nas áreas de infraestruturas relacionadas com transporte, energia, educação e saneamento, mas ainda está suspensa”.

O responsável europeu confirmou que 60 por cento desses fundos não foram desembolsados ​​até a data.

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