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Rússia alerta Turquia contra laços com a Ucrânia

Ministro de Relações Exteriores da Rússia Sergey Lavrov (à esquerda) durante coletiva de imprensa com o chanceler turco Mevlut Cavusoglu, na 10ª Conferência de Embaixadores em Ancara, Turquia, 14 de agosto de 2018 [Cem Özdel/Agência Anadolu]

O Ministro de Relações Exteriores da Rússia Sergey Lavrov alertou ontem (24) a Turquia contra o que descreveu como tentativas de alimentar um “sentimento militarista” na Ucrânia, após Ancara aproximar-se de Kiev, segundo informações da agência Reuters.

“Recomendamos fortemente que nossos colegas turcos analisem cuidadosamente a situação e parem de alimentar o sentimento militarista ucraniano”, declarou o chanceler russo em entrevista concedida ao jornal Argumenty i Fakty.

Em abril, o presidente turco Recep Tayyip Erdogan, em reunião com sua contraparte ucraniana Volodymyr Zelenskyy, expressou receios sobre os eventos na região ocupada de Donbas, no leste do país europeu, onde o governo enfrenta separatista pró-Rússia.

Erdogan anunciou na ocasião que a Turquia, membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), lançou uma plataforma em conjunto com os Ministérios de Defesa e Relações Exteriores da Ucrânia para debater cooperação bilateral na indústria militar.

Porém, reiterou: “Não se trata, de modo algum, de uma medida contra países terceiros”.

A Turquia — assim como o restante da OTAN — condenou a anexação da Criméia por Moscou, em 2014, e expressou apoio à integridade territorial ucraniana, à medida que forças de Kiev combatiam separatistas pró-Rússia no leste do país.

Ancara e Moscou, não obstante, possuem profundos laços militares.

A Turquia, por exemplo, adquiriu sistemas de mísseis S-400, fabricados na Rússia, a despeito de ameaças de sanções dos Estados Unidos.

Em fevereiro último, forças russas e turcas inauguraram uma instalação militar conjunta no Azerbaijão, com o objetivo declarado de monitorar o cessar-fogo com a Armênia, após confrontos no território disputado de Nagorno-Karabakh.

A medida foi considerada como sinal crítico de uma nova geopolítica na região.

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