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Abbas cancelou eleições para servir aos interesses de Israel, diz analista israelense

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas (esq), cumprimenta o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu (dir) durante uma declaração na Sala Leste na Casa Branca no primeiro dia das negociações de paz no Oriente Médio em 1º de setembro de 2010 em Washington, DC [ Alex Wong / Getty Images]
O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas (esq), cumprimenta o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu (dir) durante uma declaração na Sala Leste na Casa Branca no primeiro dia das negociações de paz no Oriente Médio em 1º de setembro de 2010 em Washington, DC [ Alex Wong / Getty Images]

Adiar as eleições gerais palestinas não foi um esforço nacional, mas a prova de que o presidente da Autoridade Palestina (AP), Mahmoud Abbas, está mais perto de Israel do que dos palestinos, afirmou uma importante escritora israelense no sábado.

Escrevendo para o jornal israelense Haaretz, a jornalista israelense Amira Hass aponta que o adiamento das eleições prova que Abbas está mais próximo dos interesses de Israel do que de seu próprio povo.

“As eleições parlamentares são ruins para o presidente e os funcionários não eleitos que dirigem a Autoridade Palestina”, escreveu Hass, observando que Abbas e seus associados do Fatah: “santificam o falso status quo (cooperação de segurança com Israel) para controlar os enclaves da Cisjordânia.”

Hass disse que Abbas escuta o conselho de seus associados que “são mais leais aos interesses de Israel para preservar o status quo e evitar choques ou mudanças.”

Os assessores de Abbas sugeriram que a rejeição de Israel às eleições é superior à postura de seu povo, que estava ansioso por participar do processo democrático.

LEIA: Quem é o mentiroso, Israel ou Abbas?

Ela ressaltou que o status quo está mudando continuamente e não em favor dos interesses palestinos, mas dos interesses do controle de Israel sobre suas casas e terras.

O status quo “falso” permite que o Fatah controle os enclaves econômicos, administrativos e políticos da Cisjordânia, bem como permite que funcionários não eleitos e Abbas imponham seu controle por meio da nomeação de seus leais.

Segundo Hass, a lealdade à cooperação em segurança mantém certa estabilidade na área, traduzida na forma de doações da comunidade internacional.

Essa estabilidade, explica ela, que está sendo reforçada às custas dos palestinos e de seus direitos, é importante para muitos países que oferecem ajuda à AP, como os Estados Unidos e os países da União Européia.

Concluindo seu artigo, Hass transmite que o silêncio dos altos funcionários do Fatah e da AP, que sempre glorificaram a resistência popular, revela sua hipocrisia, destacando seus elogios à resistência popular.

O adiamento das eleições provou que a direção do Fatah não está interessada na resistência popular e, certamente, não nas pessoas que a adotam.

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