Uma delegação do judiciário da França adiou sua visita ao Líbano na qual conduziria a primeira audiência de ambos os processos de Carlos Ghosn, ex-presidente das multinacionais Nissan e Renault.
Segundo as informações, fontes judiciais reportaram que a delegação, composta de juízes e investigadores franceses, decidiu postergar sua visita de 17 de maio a 31 de maio. A Promotoria Pública do Líbano alegou que a prolação decorre da falta de um juiz responsável.
A primeira audiência estava marcada para ocorrer entre 18 e 22 de janeiro, mas foi cancelada devido à pandemia de coronavírus.
Ghosn deverá ainda comparecer diante da delegação francesa no Palácio da Justiça, na capital libanesa Beirute.
Juízes da Promotoria Regional de Nanterre e da Promotoria Nacional de Casos Financeiros da França — além relatores do Escritório Central de Combate à Corrupção, Crimes Financeiros e Tributários — deverão participar das sessões.
Ghosn, nascido em Rondônia e também cidadão franco-libanês, é acusado de diversos crimes, incluindo desvio de dinheiro no Japão.
LEIA: Acusados de planejar fuga de Ghosn poderiam usar fiança para fugir, diz juiz
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