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Emirados falham em conceder provas de vida da princesa Latifa, reporta ONU

Princesa Latifa al-Maktoum, filha do Vice-Presidente e Primeiro-Ministro dos Emirados Árabes Unidos (EAU) Mohammed Bin Rashid al-Maktoum, em janeiro de 2018, poucas semanas antes de fugir de sua família [Tina Jauhiainen/Wikimedia]
Princesa Latifa al-Maktoum, filha do Vice-Presidente e Primeiro-Ministro dos Emirados Árabes Unidos (EAU) Mohammed Bin Rashid al-Maktoum, em janeiro de 2018, poucas semanas antes de fugir de sua família [Tina Jauhiainen/Wikimedia]

Marta Hurtado, porta-voz do Alto-Comissariado das Nações Unidas para Direitos Humanos (ACNUDH) anunciou na sexta-feira (9) que os Emirados Árabes Unidos não concederam evidências claras de que a princesa Latifa, filha do governante de Dubai, está viva, conforme solicitado previamente ao estado do Golfo.

Em coletiva de imprensa em Genebra, Hurtado confirmou que a agência da ONU tentou reunir-se com o embaixador emiradense na cidade suíça para debater o sequestro da princesa, além de questionar também sobre o paradeiro e as condições de sua irmã Shamsa.

O ACNUDH demandou provas de vida de Latifa.

A rede britânica BBC transmitiu em fevereiro um vídeo no qual a princesa denunciava ser refém em uma casa de campo de sua família, transformada em prisão com janelas sempre trancadas, cinco policiais de guarda dentro na residência e dois sentinelas.

Latifa relatou temer por sua vida, à medida que a situação se deteriorava dia após dia. O vídeo levou o governo britânico a exigir provas de que a princesa continua viva.

LEIA: Vídeo de Sheikha Latifa de Dubai sobre ‘vila prisão’ é divulgado pela BBC

No registro, Latifa também reportou que sua irmã Shamsa foi aprisionada e agredida fisicamente por seus próprios familiares e voltou a solicitar asilo a ambas no Reino Unido, após Shamsa ser sequestrada e dopada em uma rua de Londres para retornar a Dubai.

A princesa emiradense destacou ainda que sua irmã foi torturada e “isolada sem data de soltura ou julgamento ou sequer acusações apresentadas contra ela”. Segundo Latifa, sua irmã teve os pés açoitados – “algo que também vivenciei na prisão”.

“Seu objetivo era viver com dignidade e desfrutar da liberdade de escolha e de movimento. [Shamsa] deseja apenas seus direitos básicos como ser humano”, prosseguiu Latifa.

No vídeo, Latifa reiterou os “fortes laços com Londres” de sua irmã, sequestrada ilegalmente na capital britânica. “Tudo que peço é que deem atenção a seu caso e ajudem-na a conquistar sua liberdade, a única coisa que quer no mundo todo”, concluiu a princesa.

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