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Hamas exorta comitê eleitoral palestino a não punir prisioneiros de Israel

Medidas de segurança ao redor do Comitê Eleitoral Central da Palestina, após abertura do processo de registro às eleições legislativas, marcadas para maio, na Cidade de Gaza, 20 de março de 2021 [Mustafa Hassona/Agência Anadolu]
Medidas de segurança ao redor do Comitê Eleitoral Central da Palestina, após abertura do processo de registro às eleições legislativas, marcadas para maio, na Cidade de Gaza, 20 de março de 2021 [Mustafa Hassona/Agência Anadolu]

O movimento palestino Hamas expressou profundo pesar pela decisão do Comitê Eleitoral Central da Palestina de não permitir que Hassan Salama, prisioneiro mantido em custódia pela ocupação de Israel, a candidatar-se nas iminentes eleições.

Em nota, declarou o Hamas: “Lamentamos profundamente a decisão do Comitê Eleitoral Central de negar a Hassan Salama seu direito de concorrer nas eleições, sob pretexto de que carece de registro eleitoral, embora detido pela ocupação há mais de um quarto de século”.

O Hamas informou ter contactado o chefe do Comitê Eleitoral Central antes de adicionar Salama à sua lista de candidatos, a fim de esclarecer a situação.

“Explicamos todas as circunstâncias ao contactar o Comitê Eleitoral Central para demonstrar a gravidade de negar a um preso palestino seu direito de concorrer às eleições, assim como a gravidade do comitê, como instituição nacional, de perpetrar tais atos injustificáveis”.

LEIA: Israel avisa que ‘vai parar tudo’ se o Hamas vencer as eleições parlamentares

Prosseguiu: “Em respeito às leis palestinas, diversos advogados competentes entraram com recurso contra a decisão do comitê na Corte Eleitoral, que analisou o processo no sábado e adiou a decisão até segunda-feira, conforme necessidade de maiores discussões”.

“Porém, ficamos chocados ao saber que a Corte Eleitoral recusou o recurso, em apoio à decisão do comitê”, declarou o movimento ao reivindicar nova análise. “O comitê deveria desenvolver mecanismos para preservar os direitos políticos dos presos palestinos”.

O Comitê Eleitoral Central, de sua parte, alegou em comunicado tratar-se de um órgão de estado que implementa leis relevantes – “sem qualquer viés a qualquer lado político”.

Por sua vez, Israel ameaçou “parar com tudo” caso o Hamas vença as eleições parlamentares.

Em carta da prisão, Salama expressou surpresa em ter de defender-se perante juízes palestinos. “É um pesadelo ter de defender meu direito de ser palestino por ser sequestrado e mantido em confinamento solitário pela ocupação israelense”, enfatizou.

Salama reiterou que não pôde registrar-se no banco de dados eleitoral devido à prisão.

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