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Segundo ONU, 2.276 morreram tentando chegar à Europa no ano passado, número real é mais alto

Polícia espanhola vigia os migrantes no porto de Algeciras, na Espanha, em 31 de julho de 2018. [Ignacio Marin/Agência Anadolu]
Polícia espanhola vigia os migrantes no porto de Algeciras, na Espanha, em 31 de julho de 2018. [Ignacio Marin/Agência Anadolu]

Mais de 2.200 pessoas morreram no mar tentando chegar à Europa no ano passado, mais de um terço na rota cada vez mais movimentada para as Ilhas Canárias da Espanha, informou a agência de migração da ONU à Reuters.

O verdadeiro número de vítimas é provavelmente muito maior, já que grupos de ajuda relataram pelo menos cinco “naufrágios invisíveis”, que nunca foram confirmados, pois não deixaram sobreviventes, disse a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

Ao todo, sabe-se que 2.276 migrantes se afogaram, enquanto 86.448 chegaram por mar à Europa em 2020, disse a OIM em um relatório. Outros 52.037 migrantes foram interceptados no mar.

“De particular preocupação é a rota marítima para as Ilhas Canárias, que viu um aumento acentuado nas tentativas de travessias e mortes em 2020, apesar da pandemia de covid-19 e das restrições de viagens que se seguiram”, disse o documento.

Quase 850 vidas foram perdidas na rota das Ilhas Canárias no ano passado, o maior número já registrado, com evidências sugerindo que o covid-19 fez com que muitos trabalhadores duramente atingidos na pesca ou na agricultura migrassem, disse o relatório.

Mais de 22.000 pessoas morreram desde 2014 ao longo das quatro principais rotas internacionais para a Europa: a rota do Mediterrâneo central para a Itália e Malta; a rota do Mediterrâneo oriental da Turquia à Grécia; a rota do Mediterrâneo ocidental para a Espanha; e a rota do Atlântico para as Ilhas Canárias, disse a OIM.

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“A verdadeira crise nas rotas marítimas para a Europa é a falta de uma política unificada da União Europeia e da África visando uma gestão de migração segura e humana”, acrescentou.

A rota para as Ilhas Canárias do Marrocos e da África Ocidental é extremamente perigosa devido à extensão da viagem ao exterior e à dificuldade em iniciar operações de busca e resgate para cobrir a distância, disse a agência.

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