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Parlamentares britânicos exigem pressão ao Bahrein para libertar presos políticos

Secretário de Relações Exteriores do Reino Unido Dominic Raab em Londres, 29 de janeiro de 2020 [İlyas Tayfun Salcı/Agência Anadolu]
Secretário de Relações Exteriores do Reino Unido Dominic Raab em Londres, 29 de janeiro de 2020 [İlyas Tayfun Salcı/Agência Anadolu]

Na última quarta-feira (17), catorze membros do Parlamento do Reino Unido exortaram o Secretário de Relações Exteriores Dominic Raab a pressionar o Bahrein para libertar presos políticos mantidos em custódia há dez anos, em crítica contundente ao apoio contínuo de Londres ao regime barenita.

Em nova correspondência, declarou a parlamentar trabalhista Zarah Sultana: “Após minha carta de 22 de fevereiro, no décimo aniversário da prisão de líderes e ativistas da revolução no Bahrein, por participarem de protestos pró-democracia, trazemos mais outra vez à sua atenção a questão da repressão política contra líderes da oposição no país”.

A carta de Sultana destacou o caso dos prisioneiros políticos Hassan Mushaima, Abdulwahab Hussain, Abdulhadi Al-Khawaja, Abduljalil Al-Singace, Mohammed Habib Al-Miqdad, Abdujalil Al-Miqdad, Saeed Mirza Al-Nouri e Sheikh Ali Salman, detidos há uma década, acusados de comunicação com países estrangeiros, incitação ao assassinato e vandalismo.

Os signatários, inclusive o ex-líder do Partido Trabalhista Jeremy Corbyn, enfatizaram que, após dez anos, o Bahrein mantém sua política repressiva contra a oposição. Não obstante, o governo britânico continua a apoiar expressa e diretamente o regime barenita.

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Os parlamentares exortaram o fim do “apoio cego a violadores dos direitos de ativistas da sociedade civil que exercem sua liberdade de expressão”, para então auxiliar o Bahrein na restauração de um “estado estável e reformista com histórico decente de direitos humanos”.

O documento reivindicou a soltura imediata e incondicional dos prisioneiros políticos supracitados e outros líderes da oposição barenita, além de demandar que o Reino Unido reconsidere suas relações com o estado do Golfo.

Na última semana, o Parlamento Europeu adotou uma resolução para condenar os abusos de direitos humanos no Bahrein, aprovada por ampla maioria.

No fim de 2020, parlamentares britânicos pressionaram o Primeiro-Ministro Boris Johnson a abrir uma investigação sobre a visita da Secretária do Interior Priti Patel e do embaixador britânico no Bahrein, Roderick Drummond, à infame delegacia de Muharraq.

O grupo de legisladores da oposição denunciou a visita de um ministro do estado ao notório centro de tortura como preocupante, sobretudo em um momento no qual o histórico de direitos humanos do Bahrein está sob escrutínio intenso da comunidade internacional.

Segundo os parlamentares, a visita de Patel aumenta o risco de encobrimento de violações de direitos humanos, além de encorajar indivíduos e instituições a manter e agravar tais abusos.

Priti Patel foi acompanhada pelo chefe da política barenita, que beneficia-se de treinamento financiado pelo governo britânico, mais outro indício da leniência ou mesmo cumplicidade de Londres à cultura de impunidade no Bahrein.

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