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Número de colonos ilegais na Palestina cresce 42% desde 2010

Palestinos bloqueiam uma estrada para colonos israelenses, em protesto contra assentamentos ilegais nos arredores de Kafr Malik, Cisjordânia ocupada, 20 de novembro de 2020 [Abbas Momani/AFP via Getty Images]
Palestinos bloqueiam uma estrada para colonos israelenses, em protesto contra assentamentos ilegais nos arredores de Kafr Malik, Cisjordânia ocupada, 20 de novembro de 2020 [Abbas Momani/AFP via Getty Images]

A população de colonos ilegais na Cisjordânia ocupada aumentou 42% desde 2010, revelou ontem (9) um relatório emitido pelas ongs israelenses B’Tselem e Kerem Navot.

Há agora 440 mil colonos nos assentamentos ilegais, exclusivamente judaicos, espalhados por toda a Cisjordânia ocupada, sem contar ainda assentamentos em Jerusalém Oriental.

“Autoridades do estado de fato encorajam comunidades judaicas a assentar-se nos assentamentos e desenvolver empreendimentos financeiros no local e seus arredores”, descreveu o relatório das entidades de direitos humanos.

Prosseguiu: “O estado oferece uma série de benefícios e incentivos aos colonos e assentamentos, tanto oficial quanto oficiosamente”.

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“Benefícios habitacionais ganham destaque, ao permitir a compra de casas nos assentamentos por famílias sem capital ou fontes substanciais de renda”, destacou o relatório.

O documento observou ainda que o aumento demográfico dos colonos ilegais foi bastante acelerado, sobretudo nos grandes assentamentos ultraortodoxos de Modi’in Illit e Beitar Illit, ambos na Cisjordânia ocupada.

Até o fim de 2020, o número de colonos em ambos os assentamentos chegou a 140.053 pessoas, quase um terço da população colonial na Cisjordânia. O índice representa um aumento de 435% em relação a 2000, quando residiam ali 32.200 pessoas.

“Outros incentivos são oferecidos a zonas industriais na Cisjordânia, incluindo desconto em tarifas referentes à terra e subsídios empregatícios”, acrescentou o relatório.

“Israel também encoraja judeus a instalarem postos avançados, que operam como fazendas e permitem a tomada extensiva de terras agrárias e pastoris palestinas … Quarenta destas fazendas foram instituídas na última década, tomando dezenas de milhares de dunams”.

Reafirmaram as ongs:

O regime israelense, que luta para promover e perpetuar a supremacia judaica em toda a área, entre o Rio Jordão e o Mar Mediterrâneo, representa um regime de apartheid.

“Duas décadas após o início do século XXI e Israel parece mais determinado do que nunca a manter e perpetuar um regime de apartheid em todas as áreas que controla, para além das décadas porvir”, declarou a B’Tselem.

Cisjordânia e Jerusalém Oriental são considerados territórios ocupados segundo a lei internacional; todos os assentamentos israelenses são, portanto, ilegais.

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