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Descubra Wadi Rum, Jordânia

Conhecido como Vale da Lua, Wadi Rum cobre uma área de quase 770 km² no deserto jordaniano, ao sul do país, com vastas dunas de areia vermelha

Imagine: você abre os olhos de um sono profundo, levanta-se de sua cama e caminha até a janela; afasta as cortinas e revela uma vasta paisagem de dunas de areia vermelha e platôs de arenito, para além do horizonte. De fato, você passou a noite em um dos muitos acampamentos espalhados sob a noite estrelada de Wadi Rum – o Vale da Lua.

Não importa se optar por uma tenda beduína tradicional ou uma bolha futurista que nos remete a Marte, a serenidade do remoto deserto é simplesmente mágica.

Conhecido como Vale da Lua, Wadi Rum cobre uma área de quase 770 km² no deserto jordaniano, ao sul do país, com vastas dunas de areia vermelha, impressionantes montanhas de arenito e outras formações rochosas.

Listado como Patrimônio Mundial da Unesco em 2011, Wadi Rum foi descrito como sítio cultural e natural. Sua beleza de outro mundo atrai campistas e amantes da natureza de todo o mundo há décadas, mas o rico patrimônio cultural da região remete a 12.000 anos de presença humana – um destino ideal também aos aficionados por história.

Rosto de T.E. Lawrence gravado na rocha, em Wadi Rum, Jordânia, 13 de setembro de 2002 [Leila Gorchev/AFP/Getty Images]

Rosto de T.E. Lawrence gravado na rocha, em Wadi Rum, Jordânia, 13 de setembro de 2002 [Leila Gorchev/AFP/Getty Images]

Wadi Rum foi apresentado ao Ocidente pelo oficial britânico T. E. Lawrence, conhecido como Lawrence da Arábia, que fez do local sua casa e base militar durante a Revolta Árabe de 1917–1918. Em sua autobiografia Seven Pillars of Wisdom (Os Sete Pilares da Sabedoria), o comandante e arqueólogo descreveu a paisagem: “As colinas à direita crescem altas e afiadas, contraposição bastante justa ao outro lado, que aplanou a si próprio em uma enorme muralha de vermelho. Juntam-se os lados após somente duas milhas que os separam; então, sobem como torres paralelas, imagino a mil pés acima de nós, e correm adiante em uma longa avenida por milhas e milhas”.

O deserto impressionante ainda serviu de cenário a “Lawrence of Arabia” (“Lawrence da Arábia”), filme épico de 1962. Também foi locação para a ficção científica “The Martian” (“Perdido em Marte”), dirigida por Ridley Scott, que transformou Wadi Rum no planeta vermelho. Mais recentemente, as paisagens de Wadi Rum apareceram na nova versão de “Aladdin” e “Star Wars: The Rise of Skywalker”, ambos produzidos pela Disney.

É possível explorar a paisagem extraordinária de Wadi Rum dentro de um jipe ou nas costas de um camelo. Vale ainda escalar algumas das formações rochosas e cânions do vale para uma experiência ainda mais emocionante.

O longo e estreito Cânion Khazali abriga incríveis petróglifos antigos e inscrições pré-históricas do povo nabateu. Parte do desfiladeiro é acessível aos turistas comuns, mas montanhistas experientes e bem equipados podem desfrutar ao máximo da experiência de visitar o local. O enorme Cânion Barrah é outro destino popular para quem deseja realizar uma caminhada sem igual.

Deserto de Wadi Rum, Jordânia, 25 de setembro de 2018 [Thomas Coex/AFP/Getty Images]

Deserto de Wadi Rum, Jordânia, 25 de setembro de 2018 [Thomas Coex/AFP/Getty Images]

Dentre os mais notáveis e fotogênicos arcos de arenito no vale jordaniano está a ponte rochosa de Um Fruth, com quinze metros de altura. A maior estrutura do tipo, contudo, é a ponte Burdah, onde é possível contemplar do alto a vista de Wadi Rum. Uma escalada menos desafiadora pode levá-lo à colina de Um Sabatah, que também oferece um pôr do sol absolutamente cativante.

Uma das mais célebres formações rochosas da área são os Sete Pilares da Sabedoria, batizado em homenagem ao livro de T.E. Lawrence, embora a estrutura original da obra não tenha qualquer relação com Wadi Rum.

A fonte de água natural de Ain Abu Aineh é conhecida também como “Fonte de Lawrence”. Porém, o oficial britânico de fato refere-se ao manancial de Ain Shalaaleh, descrito deste modo em seu famoso livro: “No cume rochoso acima haviam inscrições nabateias bastante nítidas e um painel cravado com um monograma ou símbolo. Nos arredores, arabescos, incluindo marcas tribais, algumas das quais testemunhas de migrações esquecidas. Contudo, eu somente tinha olhos para a nascente de águas em uma fissura sob a sombra da rocha suspensa. Olhei de perto e vi jorrar, um pouco mais fino que meu pulso, firmemente de uma fissura no teto, caindo com um ruído límpido a uma poça rasa, por trás do degrau que servia de entrada. Plantas e grama do mais puro verde criavam um paraíso de meio metro quadrado”.

Beduínos jordanianos habitam a aldeia de Wadi Rum, o único assentamento humano na área protegida, e administram serviços de ecoturismo, entre outros. Seja para uma visita de um dia, para acampar ou conhecer os nativos, a hospitalidade encantadora do povo beduíno traz ainda mais mágica a Wadi Rum – uma verdadeira experiência única na vida.

Deserto de Wadi Rum, Jordânia, 31 de dezembro de 2018 [Sitoo/Flickr]

Deserto de Wadi Rum, Jordânia, 31 de dezembro de 2018 [Sitoo/Flickr]

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