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Prisioneiras políticas na cadeia de Al-Qanater são violentamente agredidas, no Egito

Uma mulher na prisão, 11 de abril de 2019 [Twitter]
Uma mulher na prisão, 11 de abril de 2019 [Twitter]

A organização de direitos humanos We Record documentou diversas violações sem precedentes dentro da prisão feminina de Al-Qanater, no Egito.

Forças de segurança, junto do inspetor-chefe responsável pela penitenciária, invadiram a ala onde prisioneiras políticas são mantidas. Então, começaram a agredí-las e espancá-las.

Cinco detentas – Israa Khaled, Basma Rifat, Sumeya Maher, Nadia Abdul Hadi e Sara Abdullah – foram transferidas às alas de criminosos comuns.

As forças de segurança confiscaram suas roupas, medicamentos, alimentos e bebidas. Em seguida, proibiram as outras prisioneiras de realizar qualquer exercício, além de ameaçar novas violações.

Cerca de dois meses atrás, a administração da prisão impôs severas restrições a visitas contra as detentas Ghada Abdel Aziz, Hala Hammouda, Radwa Abdel Halim e Alia Awad.

LEIA: ONU e vários países denunciam prisões de ativistas egípcios

As presas Aisha Al-Shater e Hoda Abdel Moneim, que completaram dois anos em prisão preventiva, isto é, sem julgamento, também foram proibidas de receber visitas em Al-Qanater. Ola Al-Qaradawi e Sumaya Maher receberam a mesma punição arbitrária.

Ainda neste ano, o Monitor de Direitos Humanos Euromediterrâneo reportou que ao menos cinco prisões femininas no Egito não acatam “padrões mínimos de vida humana” ou “condições mínimas para o tratamento das prisioneiras”.

Mais de cem mulheres são mantidas nas cadeias do Egito como presas políticas, devido à sua oposição ao atual regime do Presidente Abdel Fattah el-Sisi. As detentas são sistematicamente submetidas a abusos físicos e psicológicos e más condições sanitárias.

As prisioneiras são mantidas em confinamento solitário, sem acesso a cuidados médicos e sob grave assédio das equipes penitenciárias ou outras presas.

No Egito, a prisão de mulheres era vista anteriormente como um limite a ser respeitado, mas o regime do general Sisi decidiu investir contra elas, tanto por sua oposição ao governo, quanto como forma deliberada de aterrorizar familiares politicamente ativos.

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