Um ex-ministro das Relações Exteriores do Sudão e outras autoridades estão enfrentando acusações que, se provadas, podem levá-los à pena de morte ou prisão perpétua por tentativa de uso da violência contra a autoridade de transição, informou o site Sputnik.
Ibrahim Ghandour, que também foi chefe do dissolvido Partido do Congresso Nacional após a destituição de Omar Al-Bashir no ano passado, é o réu mais importante no caso, junto a outro ex-chefe do partido, Anas Omar, bem como Ali Al-Jazouli e Amr Moussa.
Milhares de sudaneses foram às ruas de Cartum e algumas outras cidades, no dia 30 de junho, exigindo que o governo de transição cumprisse os objetivos da revolução de dezembro. Reivindicaram o julgamento imediato dos ex-funcionários do regime, a descoberta dos infiltrados nos protestos responsáveis pelo massacre e o encerramento da crise econômica que sufoca o povo do Sudão.
Os protestos populares generalizados que eclodiram em todo o país em dezembro de 2018 levaram à derrubada de Omar Al-Bashir em abril de 2019.
LEIA: Sudão descobre valas comuns de pessoas desaparecidas desde a revolução
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