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Irã solta temporariamente a advogada de direitos humanos Nasrin Sotoudeh

Anistia Internacional reivindica que o governo iraniano liberte imediata e incondicionalmente a advogada de direitos humanos Nasrin Sotoudeh [Niels Wenstedt/Agência BSR/Getty images]
Anistia Internacional reivindica que o governo iraniano liberte imediata e incondicionalmente a advogada de direitos humanos Nasrin Sotoudeh [Niels Wenstedt/Agência BSR/Getty images]

O Irã decidiu libertar temporariamente Nasrin Sotoudeh, advogada de direitos humanos de renome internacional, presa por dois anos sob acusações de espionagem e propaganda contra o regime, reportou neste sábado (7) a rede Mizan, agência de notícias do judiciário iraniano.

A soltura de Sotoudeh sucedeu alertas de grupos de direitos humanos, em outubro, sobre as graves condições de sua saúde, após seis semanas de greve de fome para reivindicar a libertação de prisioneiros políticos e ativistas humanitários.

“Nasrin Sotoudej … saiu sob licença conforme acordo do superintendente adjunto da penitenciária feminina”, reportou a Mizan, sem maiores detalhes.

O Irã concedeu soltura provisória a milhares de prisioneiros sob receios da propagação do coronavírus em suas cadeias, após registrar o maior número de casos e óbitos entre os países do Oriente Médio.

Dagmar Oudshoorn, presidente da Anistia Internacional na Holanda, protesta em frente à embaixada iraniana pela soltura de Nasrin Sotoudeh, em Haia, 24 de setembro de 2020 [Niels Wenstedt/Agência BSR/Getty Images]

Dagmar Oudshoorn, presidente da Anistia Internacional na Holanda, protesta em frente à embaixada iraniana pela soltura de Nasrin Sotoudeh, em Haia, 24 de setembro de 2020 [Niels Wenstedt/Agência BSR/Getty Images]

Sotoudeh, de 57 anos, representava ativistas da oposição nas cortes do país, incluindo mulheres perseguidas por remover o véu obrigatório. Foi presa em 2018, acusada de espionagem e propaganda, além de “insultar” o supremo líder iraniano, Aiatolá Khamenei.

A advogada negou as acusações, mas foi condenada a 38 anos de prisão e 148 chibatadas.

Oito anos antes, foi presa sob acusações similares por supostamente divulgar propaganda contra o regime, além de conspiração contra o estado de segurança. Também negou as acusações, mas foi libertada somente após seis anos de cadeia.

O Parlamento Europeu condecorou Sotoudeh com o Prêmio Sakharov para Direitos Humanos, em 2012.

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