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Argélia deve recorrer a arbítrio internacional para recuperar arquivo colonial da França

Exército da Argélia [foto de arquivo]
Exército da Argélia [foto de arquivo]

Abdelmajid Al-Sheikhi, assessor da presidência argelina, afirmou na terça-feira (27) que seu país considera recorrer a arbítrio internacional contra a França para recuperar arquivos do período colonial.

Al-Sheikhi, nomeado representante da Argélia nas negociações com a França, declarou em entrevista que os esforços de seu país para ter acesso aos arquivos históricos enfrentam forte resistência francesa.

“Nada nos impede de recorrer ao arbítrio internacional ou submeter o caso a corpos de justiça internacional no futuro, pois a Argélia já o fez no passado”, reiterou o oficial argelino.

Autoridades argelinas denunciam que, durante o período colonial (1830-1962), forças francesas contrabandearam centenas de mapas de documentos históricos, incluindo materiais do período otomano (1518-1830).

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O governo da França confirmou que os documentos do período colonial na Argélia são parte do patrimônio soberano do país norte-africano, mas não submeteu os registros até então.

Há quatro anos, Argélia e França negociam sobre a entrega dos arquivos.

O primeiro ponto dos arquivos refere-se aos documentos argelinos, mas autoridades francesas insistem em não entregá-los. O segundo refere-se à devolução de crânios de líderes da Guerra de Independência da Argélia, levados à Europa pelas forças coloniais.

Outro impasse reside na indenização financeira às vítimas de testes nucleares franceses no Saara argelino, entre 1960 e 1966. Um último ponto trata dos 2.200 argelinos desaparecidos durante a guerra por libertação (1954-1962), segundo autoridades da Argélia.

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