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Emirados Árabes Unidos concedem aprovação emergencial para vacina de covid-19

Tecnologia a laser de processamento DPI em um centro de testes de covid-19, na fronteira entre Dubai e Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos, 10 de agosto de 2020 [François Nel/Getty Images]
Tecnologia a laser de processamento DPI em um centro de testes de covid-19, na fronteira entre Dubai e Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos, 10 de agosto de 2020 [François Nel/Getty Images]

Nesta segunda-feira (14), os Emirados Árabes Unidos concederam aprovação emergencial ao uso de uma vacina contra o coronavírus, seis semanas após começarem os testes humanos no país do Golfo.

Os testes de fase III de uma vacina inativada contra o covid-19, desenvolvida pela estatal chinesa Sinopharm, teve início em julho último, nos Emirados Árabes Unidos; contudo, a etapa experimental ainda não foi concluída.

“Esta vacina será disponibilizada a nossos heróis de linha de frente, que estão em maior risco de contrair o vírus”, declarou Autoridade Nacional de Gerenciamento de Crises, Emergências e Desastres, via Twitter.

O anúncio ocorre em meio a um novo surto de casos de covid-19 nos Emirados. No sábado (12), o país árabe registrou 1.007 novos casos, maior índice desde o início da pandemia. Nesta segunda-feira, foram reportados 777 casos.

O uso emergencial da vacina, ainda sob pesquisa, foi concedido após estabelecimento de alguns critérios, como testagem de 31.000 voluntários.

Efeitos colaterais leves e esperados ocorreram; porém, sem casos graves, reportou a agência emiradense, sem conceder detalhes. Autoridades reiteraram que mil pacientes de doenças crônicas que participaram dos testes não tiveram qualquer complicação.

LEIA: Infecções virais e taxa de mortalidade aumentam nos países árabes

A Sinopharm garantiu a aprovação para os experimentos no fim de junho. A vacina foi aprovada nas duas primeiras fases de testes clínicos com 100% dos voluntários gerando anticorpos, após duas doses em 28 dias, relatou nota do governo de Abu Dhabi, em julho.

Vacinas inativadas – isto é, feitas com o vírus morto ou proteína do vírus – são bastante utilizadas contra doenças como gripe e sarampo.

Em agosto, a Rússia tornou-se o primeiro país do mundo a conceder aprovação regulatória a uma vacina contra o coronavírus, após menos de dois meses de testes em humanos. O processo recebeu críticas da comunidade científica.

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