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Chefe da força-tarefa de Israel contra covid-19 exorta a Ucrânia a proibir a romaria de judeus ultraortodoxos

Milhares de judeus ultraortodoxos reúnem-se nas margem do lago próximo à tumba do rabino Nachman de Breslov, patrono do judaísmo hassídico, em Uman, Ucrânia, 24 de setembro de 2006 [Menahem Kahana/AFP/Getty Images]
Milhares de judeus ultraortodoxos reúnem-se nas margem do lago próximo à tumba do rabino Nachman de Breslov, patrono do judaísmo hassídico, em Uman, Ucrânia, 24 de setembro de 2006 [Menahem Kahana/AFP/Getty Images]

Ronni Gamzu, chefe da força-tarefa israelense contra o coronavírus, requisitou ao Presidente da Ucrânia Volodymyr Zelensky que proíba a peregrinação anual de judeus ultraortodoxos à cidade de Uman, no centro do território ucraniano, diante de preocupações de que o local possa tornar-se epicentro regional do covid-19.

Dezenas de milhares de judeus hassídicos viajam a Uman durante o Ano Novo Judaico, para visitar o túmulo do rabino Nachman de Breslov, patrono do movimento ultraortodoxo, falecido em 1810. Neste ano, o Ano Novo Judaico será celebrado entre 18 e 20 de setembro.

Os governos ucraniano e israelense já emitiram notas conjuntas exortando os peregrinos a cancelar suas viagens, mas multidões de religiosos de diversas localidades ainda planejam viajar ao local.

Gamzu, em nome do governo israelense, enviou então uma carta oficial a Zelensky, para que o líder ucraniano adote medidas diante do risco de contágio.

“Uma aglomeração do tipo, em tempos tão difíceis, deve gerar eventos massivos de infecção sobre os turistas e residentes ucranianos locais, resultando em pesado fardo imposto aos sistemas de saúde locais e maior propagação do vírus”, declarou Gamzu, conforme informações da agência Reuters.

Destacou Gamzu:

 

Apelo ao senhor para que imponha uma proibição a tais celebrações, neste ano, como parte dos esforços de toda a comunidade global para interromper o avanço desta terrível pandemia.

Na sexta-feira, Israel ultrapassou os 100.000 casos registrados de coronavírus, após novo surto decorrente de uma abertura considerada precipitada. Com população de nove milhões de habitantes, o país registrou até então 809 mortes por covid-19.

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