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Etiópia diz que começará a encher a Barragem da Renascença

Primeiro Ministro da Etiópia, Abiy Ahmed, durante uma coletiva de imprensa em Addis Abeba, Etiópia, em 1 de agosto de 2019 [Minasse Wondimu Hailu/ Agência Anadolu]
Primeiro Ministro da Etiópia, Abiy Ahmed, durante uma coletiva de imprensa em Addis Abeba, Etiópia, em 1 de agosto de 2019 [Minasse Wondimu Hailu/ Agência Anadolu]

O primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed, disse que seu país começará a encher o reservatório da Grande Represa da Etiópia, aproveitando a próxima estação chuvosa, informaram agências de notícias ontem.

O preenchimento do reservatório, segundo Abiy, não prejudicará o Egito.

Mohamed Al-Sebaei, porta-voz do Ministério de Recursos Hídricos e Irrigação do Egito, disse que não há informações comprovadas de que o enchimento do reservatório estivesse planejado para começar sem o acordo do Egito e do Sudão.

Segundo Al-Masry Al-Youm, Sebaei disse que as negociações entre Egito, Sudão e Etiópia estão em andamento, expressando esperança de que em breve haja resultados positivos.

No entanto, o líder do movimento das Forças de Liberdade e Mudança do Sudão afirmou que todas as evidências apontam para a Etiópia ter começado a encher a represa secretamente.

LEIA: Egito declara fim das negociações da barragem Renascença com Etiópia

Ele apontou ao jornal sudanês Alrakoba a escassez de água em seu país em julho, observando que isso exacerbou a crise de eletricidade.

A Etiópia começou a construir a Grande Barragem da Renascença Etíope (GERD) em 2011 no Nilo Azul, um afluente do rio Nilo, perto da fronteira com o Sudão.

Espera-se que a construção do projeto de 147 metros de altura e 1,8 km de comprimento esteja concluída em 2023.

Com uma capacidade de reservatório de 74 bilhões de metros cúbicos, a hidrelétrica produzirá 6.475 megawatts para uso doméstico e industrial da Etiópia, além de exportar para países vizinhos.

A barragem é a peça central na tentativa da Etiópia de se tornar o maior exportador de energia da África, mas despertou preocupações no Cairo de que o suprimento escasso de águas do Nilo no Egito, do qual sua população de mais de 100 milhões de pessoas é quase totalmente dependente, fique ainda mais restrito.

A luta interminável entre Egito, Etiópia e Sudão pela represa do Renascimento -[Sabaaneh/ Monitor do Oriente Médio]

A luta interminável entre Egito, Etiópia e Sudão pela represa do Renascimento -[Sabaaneh/ Monitor do Oriente Médio]

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