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Jornalista no Irã é condenado por publicar entrevista crítica ao governo

Porta de uma cela de prisão, em 8 de agosto de 2019 [foto de arquivo]
Porta de uma cela de prisão, em 8 de agosto de 2019 [foto de arquivo]

Segundo relatos, Ali Motaghian, chefe da Agência Estudantil de Notícias do Irã (ISNA), foi condenado após publicar uma entrevista com um ex-diplomata iraniano que criticou operações arbitrárias de inteligência de Teerã em território da Europa.

Segundo a rede Mizan, assessoria de imprensa do judiciário iraniano, Motaghian enfrenta potencial sentença de dois meses a dois anos de prisão, além de 74 chibatadas e multa.

O Comitê de Proteção a Jornalistas (CPJ), organização de monitoramento do jornalismo internacional, declarou hoje (5) que o caso origina-se de acusação registrada pelo braço de inteligência da Guarda Revolucionária do Irã, força de elite do exército nacional.

O indiciamento envolve uma extensa entrevista da ISNA, publicada em janeiro de 2019, com o ex-Embaixador do Irã na Alemanha, Ali Majedi, durante a qual condenou algumas das operações do aparato iraniano de inteligência no continente europeu.

“Enfrentamos uma questão interna ao país, como a questão de operações arbitrárias”, denunciou Majedi. “Podemos negar que há exemplos de que isso ocorre fora do país? Tais operações danificam qualquer confiança.”

Os comentários ocorrem logo após a Alemanha deter Assadollah Assadi, diplomata iraniano residente na Áustria. Promotores acusam Assadi de agir em nome do Ministério de Inteligência do Irã, envolvido supostamente em um ataque a bomba contra a marcha anual do grupo iraniano no exílio Mujahedeen-e-Khalq (MEK), na França.

O repórter que relatou a história e Majedi foram inocentados pela Corte de Mídia de Teerã, em audiência ocorrida em maio, afirmou o CPJ.

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