Seis palestinos foram presos sob acusação de “traição” e “normalização de relações com Israel” na Faixa de Gaza, por realizar uma videoconferência com ativistas israelenses.
Os palestinos eram membros do Comitê de Jovens de Gaza, fundado e liderado por Rami Aman, de 36 anos, preso na última quinta-feira (9) após conduzir uma videoconferência de duas horas com ativistas israelenses, segundo o Ministério do Interior de Gaza.
Após mais detalhes serem concedidos sobre o incidente, revelou-se que cinco de seus colegas de comitê também foram presos por participar da chamada via plataforma Zoom.
Na videoconferência, os ativistas de ambos os lados discutiram seu cotidiano, suas similaridades e diferenças e supostamente expressaram esperança de melhores lideranças políticas tanto para israelenses quanto palestinos.
Iyad Al-Bazm, porta-voz do Ministério do Interior, declarou: “Rami Aman e seu grupo estão sob vigilância constante pelos serviços de segurança. Infelizmente, Rami tentou executar atividades que violam a lei, a cultura e os costumes de nosso povo.”
LEIA: Israel promete abrir centros de teste de coronavírus em Jerusalém Oriental ocupada
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