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No Marrocos, 82% da população evita sair de suas casas devido ao coronavírus

Forças de segurança ordenam que as pessoas permaneçam em casa após declaração de estado de emergência pelo governo marroquina, como medida de prevenção à pandemia de coronavírus (Covid-19), em Rabat, Marrocos, 20 de março de 2020 [Jalal Morchidi/Agência Anadolu]

Segundo pesquisa de opinião, 88% dos marroquinos não consideram qualquer viagem atualmente devido ao surto de coronavírus no país. Pesquisas divulgadas nesta segunda-feira (23) também revelaram que 82% dos marroquinos evitam sair de suas residências, salvo casos urgentes, por receio da infecção por coronavírus.

O Instituto Marroquino para Análise Política (não-governamental) anunciou tais resultados, entre outras estatísticas, após conduzir pesquisa intitulada “Covid-19: Opinião dos marroquinos sobre medidas do governo”.

A pesquisa foi conduzida no período de 14 a 19 de março entre 2.470 marroquinos de 18 anos ou mais, distribuídos por doze regiões do país.

Segundo o instituto, a pesquisa também revelou que 96% dos marroquinos estão bastante preocupados com o surto de coronavírus no país; 81% da população demonstra preocupação sobre o possível contágio.

O vírus infectou 134 pessoas no Marrocos, e resultou em quatro mortes, segundo o Ministério da Saúde.

A pesquisa indicou ainda que 90% da população demonstra grande preocupação sobre o impacto do vírus na economia do Marrocos.

Na última quinta-feira (19), a fim de conter a propagação do novo coronavírus, o governo do Marrocos anunciou “estado de emergência de saúde” em todo o país e restringiu o movimento no território nacional, com início na sexta-feira e prazo previsto para 20 de abril.

Até então, o vírus infectou mais de 350.000 pessoas em todo o mundo e resultou em mais de 15.000 mortes, principalmente na Itália, China, Espanha, Irã, França e Estados Unidos. Mais de 100.000 pessoas já se recuperaram da doença.

Devido à pandemia de coronavírus, muitos países fecharam suas fronteiras, suspenderam voos, impuseram toques de recolher, fecharam escolas e estabelecimentos e proibiram reuniões públicas, incluindo orações coletivas.

LEIA: Marrocos cria fundo de US$ 1 bi para combater efeitos econômicos do coronavírus

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