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Likud propõe leis para anexar o Vale do Jordão e executar prisioneiros palestinos

Reunião do Knesset, Israel, em 3 de outubro de 2019 [Menahem Kahana/AFP via Getty Images]

O partido governista Likud apresentou um projeto de lei para aprovação do Knesset para anexar o Vale do Jordão ocupado, a área do Mar Morto do Norte e o Deserto de Hebron, informou jornal Israel Hayom na quarta-feira. Também foi apresentado um segundo projeto de lei que, se aprovado, reintroduzirá a pena de morte para prisioneiros políticos palestinos.

De acordo com o jornal, o chefe do bloco do Likud no Knesset, Micky Zohar, disse que os dois projetos pretendem “constranger” o líder da coligação Azul e Branco, Benny Gantz, e o líder do partido de direita, Yisrael Beiteinu, Avigdor Lieberman. Gantz foi encarregado pelo presidente Reuven Rivlin de formar o governo, e ele foi endossado por Lieberman e parlamentares árabes.

“Vamos ver essa maravilhosa cooperação entre a Lista Conjunta [do bloco árabe], Yisrael Beiteinu e Azul e Branco”, zombou Zohar. Aparentemente, isso foi uma referência à persistente condição da Lista Conjunta para apoiar uma coalizão governada por Gantz sobre a questão do plano de Benjamin Netanyahu de anexar o Vale do Jordão.

O ex-ministro da Defesa Lieberman, é claro, não é amigo da comunidade palestina em Israel, que ele descreveu como uma “quinta coluna” e “inimigos” do estado. Certa vez, ele pediu que os chefes dos prisioneiros políticos palestinos fossem cortados, mas agora concordou em fazer parte de uma aliança política que dependerá do apoio dos árabes, que jamais poderão apoiar os projetos de lei propostos pelo Likud.

“Vamos ver como eles trabalharão em conjunto com aqueles que trabalham contra o estado”, disse Zohar. “Vamos vê-los [Gantz e Lieberman] se opondo a esses projetos para agradar seus novos amigos da lista conjunta?”

LEIA: Lieberman pode apoiar projeto de lei que proíbe as autoridades israelenses indiciadas de formar governo

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