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Iêmen precisa de ao menos mil unidades pós-natal para salvar recém-nascidos, afirma ministro

Bebê iemenita recebe tratamento para desnutrição no hospital Sabaeen, em Sanaa, capital do Iêmen, 18 de janeiro de 2017 [Mohammed Hamoud/Agência Anadolu]

Taha Al-Mutawakkil, Ministro da Saúde do governo houthi estabelecido em Sanaa, capital do Iêmen, afirmou que o país precisa de ao menos mil novas unidades de tratamento pós-natal para salvar as vidas dos recém-nascidos, conforme reportado pela rede de televisão iemenita Al-Masirah.

Mutawakkil fez este apelo durante o Simpósio Nacional sobre Saúde Materna e do Recém-Nascido e destacou que aproximadamente 50.000 crianças com idade menor a 28 dias morrem todos os anos devido à falta de tratamento pós-natal no setor de saúde do Iêmen.

O oficial reiterou que há necessidade de se estabelecer novos centros de saúde para tratamento do número crescente de casos de trauma decorrentes dos ataques aéreos executados pela coalizão liderada pela Arábia Saudita.

Em dezembro de 2019, Mutawakkil declarou que mil crianças morrem “diariamente” devido à “agressão e bloqueio saudita” contra o Iêmen.

O ministro destacou: “O setor de saúde do Iêmen é o setor civil mais afetado pelo bloqueio e pela agressão saudita-americana.”

O Iêmen é assolado por conflitos armados desde que o movimento rebelde houthi, apoiado pelo Irã, depôs o governo do Presidente Abd Rabbu Mansour Hadi, e assumiu controle sobre a capital Sanaa, no final de 2014.

Uma coalizão liderada pela Arábia Saudita interveio em 2015 para tentar restaurar o presidente deposto. O conflito é considerado amplamente uma guerra por procuração entre Arábia Saudita e seu principal adversário regional, o Irã.

Segundo o Projeto de Localização de Conflitos Armados e Dados de Eventos (ACLED), durante a guerra no Iêmen, mais de 100.000 pessoas foram mortas e onze por cento da população do país sofreu deslocamentos forçados.

Considera-se que a guerra no Iêmen tenha criado a pior crise humanitária do mundo hoje, resultando em milhões de pessoas sob condições severas de fome e carência médica.

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