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Civil é morto por ataque das milícias de Haftar em Trípoli, capital da Líbia

Veículo danificado após milícias leais ao comandante dissidente Khalifa Haftar conduzirem ataques de artilharia contra Trípoli, capital da Líbia, em 12 de fevereiro de 2020 [Hazem Turkia/Agência Anadolu]

Um civil foi morto na Líbia como resultado de ataque de foguetes executado por forças paramilitares leais ao general dissidente Khalifa Haftar contra a capital Trípoli.

O cidadão de 50 anos de idade foi morto quando um foguete caiu sobre uma fazenda, conforme informações divulgadas pelo escritório de imprensa da Operação Burkan Al-Ghadab (Vulcão de Fúria), conduzida pelo Governo de União Nacional da Líbia, reconhecido pela ONU.

Segundo relatos, o civil foi exposto ao ataque enquanto regava suas árvores.

Milícias filiadas às forças de Haftar intensificaram ataques de foguetes contra Trípoli desde o início da semana. Como resultado de ataques realizados na quarta (12) e quinta-feira (13), duas pessoas foram mortas e doze feridas. Foguetes que atingiram a ala sul da Universidade de Trípoli resultaram em cinco feridos.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas adotou resolução ainda na quarta-feira para determinar um mandato internacional capaz de supervisionar um eventual cessar-fogo na Líbia.

A resolução pede por um cessar-fogo imediato, fim do envio de armas a ambos os lados, adesão ao embargo de armas e retirada das forças mercenárias presentes no país. Também proíbe interferência de qualquer estado-membro sobre a crise na Líbia.

Catorze países apoiaram a decisão. Rússia se absteve devido à cláusula referente à presença de forças mercenárias – como as forças do grupo privado Wagner, a serviço de Haftar.

A decisão do Conselho de Segurança também convoca todos os países e agentes internacionais que participaram da chamada Conferência de Berlim, em 19 de janeiro, a respeitar os compromissos traçados na ocasião.

Desde a deposição do ditador Muammar Gaddafi, em 2011, dois tronos distintos emergiram na Líbia: o primeiro, no leste, apoiado fundamentalmente pelo Egito e Emirados Árabes Unidos, representado pelo general dissidente Khalifa Haftar; o outro, na capital Trípoli, reconhecido pela ONU e comunidade internacional, representado pelo chamado Governo de União Nacional.

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