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Apesar de pico de violência no Iêmen, oficial saudita alega avanço nas negociações

Ministro de Relações Exteriores da Arábia Saudita Faisal bin Farhan Al Saud e Secretário de Estado dos Estados Unidos Mike Pompeo reúnem-se no escritório do Departamento de Estado americano, em Washington DC, 12 de fevereiro de 2020 [Yasin Öztürk/Agência Anadolu]

O Ministro de Relações Exteriores da Arábia Saudita Faisal bin Farhan Al Saud afirmou neste sábado (15) que o governo em Riad ainda está comprometido com as negociações de paz com o grupo houthi do Iêmen, apesar da escalada recente da violência no país, após cinco anos de conflitos ininterruptos. As informações são da agência Reuters.

O Iêmen é assolado por conflitos armados desde que o movimento rebelde houthi, apoiado pelo Irã, depôs o governo do Presidente Abd Rabbu Mansour Hadi, e assumiu controle sobre a capital Sanaa, no final de 2014.

Uma coalizão liderada pela Arábia Saudita interveio em 2015 para tentar restaurar o presidente deposto. O conflito é considerado amplamente uma guerra por procuração entre Arábia Saudita e seu principal adversário regional, o Irã.

A Organização das Nações Unidas tenta desde então restabelecer negociações políticas para encerrar a guerra. Separadamente, o governo saudita em Riad realiza também conversas informais com os houthis, desde o fim de setembro, sobre possibilidades de desescalada.

“Temos uma rota alternativa; ainda não está pronta para avançarmos ao mais alto nível”, relatou o príncipe e chanceler Faisal bin Farhan Al Saud à Conferência de Segurança de Munique, realizada anualmente na cidade alemã.

“Estamos progredindo. Vimos alguma deterioração recente, mas estamos comprometidos a avançar”, reiterou o oficial saudita, referindo-se à escalada recente nas atividades militares conduzidas pelas forças rebeldes apoiadas pelo Irã.

Após um breve hiato nas hostilidades em diversos frontes, nos últimos meses, a violência voltou a intensificar-se na linha de frente oriental mantida pelo grupo houthi na capital iemenita Sanaa, desde 19 de janeiro, quando um míssil atingiu um campo militar do governo, resultando na morte de mais de cem pessoas.

O príncipe Faisal afirmou que seu país continuará a retaliar os ataques, mas que as investidas recentes executadas pelo grupo houthi ainda não alcançaram o ponto de prejudicar as negociações paralelas.

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