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Movimentos pró Palestina fazem ato em São Paulo contra o acordo de Trump

Cartaz de convocatória de ato contra o acordo do século em São Paulo

Entidades e movimentos solidários com a Palestina em São Paulo decidiram realizar nesta quinta-feira( 06) um ato público unitário contra o acordo do século apresentado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump e endossado pelo presidente brasileiro, Jair Bolsonaro e seu governo. Organizadores argumentam que decidiram se somar às manifestações que vem ocorrendo ao redor do mundo contra a proposta chamada de Acordo do Século para Israel e Palestina, mas que não inclui as lideranças palestinas nem é feito para beneficiar o povo palestino. “esse plano visa legitimar a ocupação e o apartheid”, diz a representante da Frente em Defesa do Povo Palestino, Soraya MislehA Frente é uma das entidades promotoras do ato, juntamento com os Estudantes em Solidariedade à Palestina, da USP e a campanha BDS Brasil.

A convocatória afirma que o acordo impõe a anexação de mais terras palestinas, abrangendo Jerusalém Oriental, Vale do Rio Jordão e áreas de “assentamentos” israelenses dentro da Cisjordânia. E que sua implementação dará fim ao direito de retorno para cerca de 5 milhões de refugiados expulsos desde a Nakba e seus descendentes, que não abrem mão da nacionalidade palestina. Poder retornar e viver em sua terra é uma das principais exigências da causa palestina.

As organizações lembram que houve manifestações na Faixa de Gaza, na Cisjordânia, na Jordânia e no Líbano contra o acordo, bem como em cidades da Europa, condenando o acordo anunciado por Trump e pressionando seus governos a rejeitá-lo. No Brasil, as entidades repudiam o plano e o aval dado pelo governo Bolsonaro, que promete transferir a embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém.

Ao escolher o Vão do Masp, local tradicional de manifestações populares em São Paulo, e o horário da volta do trabalho (17h), estudantes e ativistas querem alertar outros movimentos e sensibilizar quem volta do trabalho pela Avenida Paulista para a necessidade de fortalecer as campanhas em solidariedade ao povo palestino, atacado pelas forças da ocupação, expulso pelas seguidas demolições de moradias em Jerusalém e ameaçados de uma anexação contrária às leis internacionais. Divulgar a campanha do BDS é um dos objetivos.

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