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Jordânia condena cidadão israelense a quatro meses de prisão

Prisioneiros detidos em Amã, capital da Jordânia, 18 de novembro de 2018 [Khalil Mazraawi/AFP/Getty Images]

Nesta segunda-feira (13), um tribunal jordaniano condenou um cidadão israelense a quatro meses de prisão após este entrar ilegalmente na Jordânia, além de multá-lo em 1.000 dinares (US$ 1.450), segundo informações da agência de notícias oficial jordaniana Petra.

O israelense foi identificado como Konstantin Kotov, de 35 anos, que atravessou ilegalmente a fronteira para a Jordânia em 29 de outubro de 2019 e foi capturado com 27.000 shekels (US$ 7.800) e posse de drogas.

O israelense assumiu a culpa pela travessia ilegal da fronteira, mas declarou-se inocente pelo crime de posse de drogas, as quais declarou se limitarem apenas a uso pessoal, o que afirmou ser legalizado em Israel.

Fontes locais revelaram que a corte condenou Kotov a um ano de prisão por posse de drogas, reiterando que esta categoria é considerada ilegal na Jordânia. Entretanto, sua sentença referente a esta acusação foi reduzida a três meses pois Kotov é casado e tem filhos.

Entretanto, Kotov foi condenado a quatro meses de prisão, devido a sua entrada ilegal no país e multado em 1.000 dinares jordanianos (US$ 1.450). O israelense entrou na Jordânia a pé, mas não revelou a razão que o levou a tanto.

Antes mesmo da corte revelar as sentenças, jordanianos reuniram-se reiteradamente em protesto para exigir que o Rei Abdullah II realize uma troca de prisioneiros com Israel. Seus apelos, no entanto, foram ignorados, provavelmente devido ao tratado de paz e à existência de representação diplomática entre os dois países.

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