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Relatório indica que mais de 60 por cento dos menores desabrigados na Espanha são marroquinos

Pessoas desabrigadas na Espanha [Wikipedia]

Um relatório conduzido pelo governo da Espanha e publicado nesta quinta-feira (12) pelo jornal marroquino Assabah revelou que o número de menores desacompanhados de origem marroquina que imigraram ilegalmente ao país europeu alcança hoje o índice 14.000 crianças e adolescentes, incluindo cerca de 4.000 que chegaram apenas em 2019.Segundo o relatório, divulgado por plataformas de imprensa da Espanha, os menores marroquinos representam 61.89 por cento do total de crianças que chegaram ao país. Portanto, marroquinos são os principais imigrantes conforme os índices daqueles que chegaram à região ibérica; muitos deles, distribuídos entre as províncias de Andaluzia, País Basco, Madri e Valência, além de Murcia, Aragão, Ilhas Canárias, Navarra, Ceuta e Melilla.

Os menores, conhecidos como “mina”, tomaram refúgio no território espanhol por via marítima, seja pelos chamados “barcos da morte” ou escondidos em caminhões de transporte internacional ou compartimentos secretos feitos em carros por redes de tráfico humano. Os menores têm por objetivo buscar novas oportunidades para ajudar suas famílias e melhorar suas condições sociais.

Segundo fontes de imprensa, as autoridades espanholas decidiram “livrar-se” do menores marroquinos desacompanhados. Tais esforços ocorreram sob um acordo estabelecido entre autoridades da Espanha e do Marrocos.

Com base em uma comunicação vazada da Polícia de Fronteira e de Imigração da Espanha, as mesmas fontes destacaram que o processo de deportar menores marroquinos é parte um acordo de cooperação entre os dois países. Estes esforços são supostamente desempenhados a fim de evitar a migração ilegal de menores desacompanhados e lhes assegurar meios essenciais de proteção à criança e ao adolescente. Em mais de uma ocasião, os imigrantes marroquinos expressaram rejeição à pressão crescente aplicada pelos centros de recepção dedicados a menores estrangeiros nas áreas supracitadas – o que os leva a morar na rua.

O jornal Assabah sugeriu que, apesar das críticas expressadas pela Rede para Imigração e Refugiados da Espanha, além de diversas organizações de direitos humanos, Madri mantém a implementação de suas decisões. O jornal marroquino também afirmou que a decisão de deportar os imigrantes ilegais é baseada em um estudo detalhado conduzido pelo Ministério do Trabalho, Migrações e Segurança Social da Espanha. O relatório conclui que os menores estão sob risco de exploração pelo crime organizado, seja por máfias de tráfico humano ou tráfico de drogas.

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