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OMS alerta que falta de recursos ameaça a vida de milhões de crianças no Iêmen

Ajuda médica e alimentar chega a Taiz, no Iêmen, em 4 de março de 2017 [Abdulnasser Alseddik/Agência Anadolu]

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou ontem (12) que a grave falta de recursos ameaça a vida de milhões de crianças no Iêmen.

“O déficit de fundos impede pacientes de receber tratamentos gratuitos ou subsidiados e coloca suas vidas em risco,” afirmou o escritório da organização no Iêmen, em sua página no Twitter.

A OMS enfatizou a necessidade dos estados membros cumprirem seus compromissos referentes ao assunto, a fim de salvar vidas do povo iemenita.

Agências da Organização das Nações Unidas que operam no Iêmen já reclamaram antes da falta de recursos como fator limitador à execução de muitos de seus programas médicos e humanitários no país.

“Estamos desesperados por recursos que nos foram prometidos. Quando o dinheiro não chega, as pessoas morrem,” declarou Lise Grande, Coordenadora Humanitária das Nações Unidas para o Iêmen. A mensagem foi compartilhada pelo Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (UNOCHA) em seu Twitter, junto a hashtags que alertam para o fato de que o “Iêmen não pode esperar”.

O Iêmen permanece em situação de pobreza extrema e guerra civil desde 2014, quando rebeldes houthis tomaram grande parte do país, incluindo a capital Sanaa. Em 2015, a Arábia Saudita e seus aliados árabes lançaram uma ofensiva aérea em massa com o intuito de reverter os ganhos militares dos rebeldes houthis e dar apoio ao governo sitiado do Iêmen.

Segundo dados oficiais das Nações Unidas, mais de 90.000 pessoas foram mortas pela guerra e mais de onze por cento da população do Iêmen foi deslocado no processo.

A violência devastou todos os setores de infraestrutura básica do país, incluindo sistemas de distribuição e tratamento de água, o que levou a ONU a descrever a situação como “um dos piores desastres humanitários dos tempos modernos”.

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