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Chefe de gabinete estratégico afirma que oficiais palestinos sabiam sobre a prisão de compatriotas na Arábia Saudita

Anwar Eshki, diretor do Centro de Estudos Legais e Estratégicos para o Oriente Médio [Al Jazeera/YouTube]

Anwar Eshki, diretor do Centro de Estudos Legais e Estratégicos para o Oriente Médio, revelou que oficiais palestinos estavam cientes da prisão de palestinos suspeitos de relações com o Hamas, executada por autoridades da Arábia Saudita.

Eshki declarou em uma nota à imprensa que oficiais sauditas de fato informaram suas contrapartes palestinas sobre as prisões e suas circunstâncias, durante a visita de oficiais palestinos à Arábia Saudita.

O diretor do gabinete estratégico para o Oriente Médio reiterou que Basem Al-Agha, embaixador palestino em Riad, está ciente da situação dos palestinos detidos, embora não tenha informações sobre o papel desempenhado por essas pessoas ou sobre a natureza dos fatos que as levaram à prisão.

Eshki sugeriu que um grupo de oficiais palestinos visitou o reino saudita recentemente durante a temporada de peregrinações, e “foi muito bem informado sobre as várias questões que resultaram na prisão de seus compatriotas.”

Ele também destacou que os serviços de inteligência palestinos reconheceram o papel desempenhado por alguns dos palestinos presos, destacando observações sobre o caso.

Eshki acrescentou: “Majed Faraj e Mahmoud Al-Habbash estavam na Arábia Saudita e provavelmente foram informados sobre os arquivos dos detidos. Estavam acompanhados por uma delegação de segurança palestina, a qual deu apoio aos procedimentos e fez observações sobre o envolvimento dos presos.”

Eshki reconheceu que muitos idosos e mulheres estão entre os detidos, alguns dos quais possuíam boas relações com o reino saudita, como é o caso de Abu Ubaida Al-Agha e Mohammad Al-Khodari. No entanto, “estavam envolvidos em obter recursos para o Hamas. A informação, que não foi negada pelos detidos em território saudita, também foi confirmada pela Autoridade Palestina.”

Ele prosseguiu: “Estamos lidando com a Autoridade Palestina como uma instituição legítima, informada sobre o caso e acolhida em todos os procedimentos assumidos pelas autoridades sauditas, à medida que os serviços de inteligência palestinos já indicaram uma delegação, familiarizada aos detalhes do inquérito e em pleno apoio ao curso das investigações.”

Eskhki rejeitou qualquer acusação de tortura dos presos palestinos por parte das autoridades sauditas, ao afirmar: “A embaixada palestina na Arábia Saudita está ciente das condições dos detidos, e a Autoridade Palestina já aprovou os procedimentos de prisão, de modo que não expressou qualquer objeção ao assunto.”

Também observou que a Jordânia está ciente da detenção de alguns de seus cidadãos na Arábia Saudita, e que autoridades jordanianas não expressaram preocupações sobre os procedimentos de prisão.

O reino saudita mantém presos inúmeros palestinos acusados de relações com o Hamas, assim como cidadãos jordanianos sob o pretexto de envolvimento com campanhas de financiamento para os palestinos na Faixa de Gaza.

Em declaração, o Hamas reconheceu a prisão de seus oficiais. Deu destaque ao seu representante, Mohammad Al-Khodari, ao exigir que as autoridade sauditas o libertem imediatamente, em particular, devido ao fato de ter mais de 80 anos de idade e sofrer de doenças terminais.

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