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Liga Árabe condena Netanyahu por promessa eleitoral

Líderes posam para fotografia durante reunião de emergência da Liga Árabe em Mecca, Arábia Saudita, 31 de maio de 2019 [Bandar Algaloud/Conselho do Reino Saudita/Agência Anadolu]

Nesta terça-feira (10), os ministros de relações internacionais dos países árabes condenaram conjuntamente a declaração do Primeiro-Ministro de Israel Benjamin Netanyahu que prometeu anexar o Vale do Jordão como um movimento “perigoso”. As informações são da Agência Anadolu.

O novo plano exposto pelo primeiro-ministro israelense prejudicará gravemente as chances de avanços no processo de paz, declararam os ministros de relações internacionais dos países árabes, após um encontro extraordinário realizado no Cairo, capital do Egito, a fim de discutir a promessa eleitoral do líder de Israel.

A decisão poderá aniquilar todas as fundações que sustentam o acordo de paz com os palestinos, reiterou a declaração conjunta da Liga Árabe.

Netanyahu afirmou que Israel deverá impor sua soberania sobre o Vale do Jordão e outros assentamentos na Cisjordânia ocupada, caso vença as eleições agendadas para a próxima semana.

Cerca de 70.000 palestinos, ao lado de 9.500 colonos judeus, vivem atualmente no Vale do Jordão – uma faixa de terra ampla e fértil, que contabiliza um quarto do território da Cisjordânia.

Israel alega que a região é vital para sua segurança e rejeitou consistentemente qualquer noção de abdicar de partes deste território em qualquer acordo futuro com os palestinos.

No início de setembro, Netanyahu renovou as promessas de anexar todos os blocos de assentamento na Cisjordânia ocupada. “Com a ajuda de Deus, aplicaremos a soberania judaica a todos os assentamentos, como parte da terra de Israel e parte do Estado de Israel,” declarou Netanyahu.

Na totalidade, cerca de 650.000 judeus israelenses vivem em mais de cem assentamentos construídos ilegalmente desde 1967, quando Israel passou a ocupar a Cisjordânia e Jerusalém Oriental.

Os palestinos desejam este território, junto da Faixa de Gaza, para estabelecer um futuro estado palestino.

A lei internacional considera a Cisjordânia e Jerusalém Oriental como “territórios ocupados”, além de designar toda a atividade de construção de assentamentos judaicos como absolutamente ilegal.

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