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Filho de Mohamed Morsi morre de suposto ataque cardíaco

Abdullah Morsi, filho do presidente egípcio deposto Mohamed Morsi, durante julgamento sobre os protestos de Rabaa Al-Adawiyyah, na academia de polícia do Cairo, capital do Egito, em 10 de dezembro de 2016 [Moustafa Elshemy/Agência Anadolu]

Abdullah Morsi, filho mais novo do falecido Presidente do Egito Mohamed Morsi, morreu de um suposto ataque cardíaco nesta quarta-feira (4), em um hospital no Cairo.

Um familiar de Morsi confirmou a morte de Abdullah às agências de notícias. No entanto, o Ministério da Saúde do Egito ainda não comentou sobre seu falecimento.

Abdullah Morsi, de 24 anos, começou a sentir espasmos enquanto dirigia no Cairo com um amigo e morreu pouco depois, relatou seu irmão Ahmed à agência Reuters.

Mohamed Morsi, primeiro presidente egípcio democraticamente eleito, também morreu em junho deste ano, enquanto passava por uma série de julgamentos motivados politicamente.

Conforme relatos da rede de notícias britânica Middle East Eye, dias após a morte de seu pai, Abdullah identificou uma série de personalidades egípcias como “cúmplices” no “assassinato do mártir, Presidente Morsi”, incluindo: o atual Ministro do Interior Mahmoud Tawfiq, seu antecessor Majdi Abdel Ghaffar, e Mohamed Shereen Fahmy – juiz responsável por supervisionar o julgamento do ex-presidente.

Morsi desmaiou no meio de uma audiência de seu julgamento em 17 de junho, após seis anos de prisão em confinamento solitário, onde consistentemente negaram-lhe qualquer acesso a tratamento médico para sua diabetes, hipertensão e doenças hepáticas e renais.

Morsi foi eleito presidente após a Revolução de 25 de Janeiro depor o ditador Hosni Mubarak. No entanto, por sua vez, foi deposto um ano depois pelo General do Exército Abdel Fattah Al-Sisi, que assumiu a presidência do país.

Apesar das alegações feitas pelo Procurador-Geral de que Morsi foi “transportado imediatamente para o hospital,” testemunhas afirmaram ao jornal britânico The Independent que “ninguém se preocupou em ajudar.”

“Ele foi deixado caído por um tempo até que os guardas o levassem. Uma ambulância chegou após 30 minutos. Outros detidos foram os primeiros a perceberem seu desmaio, começaram a gritar. Alguns deles, que são médicos, pediram aos guardas que lhes permitisse o tratamento ou primeiro-socorros,” declarou Abdullah Al-Haddad, presente na corte em apoio ao seu pai e seu irmão, também julgados naquele mesmo dia.

Há aproximadamente 60.000 prisioneiros políticos no Egito. Muitos morreram devido à falta de acesso a qualquer tratamento médico apropriado.

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