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Jornalista saudita afirma que palestinos são uma praga nos países que os abrigam

Jornalista e colunista saudita Mohammed Al Shaikh [Twitter]

Um jornalista saudita referiu-se à população palestina como uma praga espalhada sobre os países que os abrigam.

Mohammed Al Shaikh, colunista do jornal impresso Al Jazirah, compartilhou em sua conta no Twitter, no dia 9 de agosto, a seguinte mensagem: “Os palestinos são uma praga nos países que os abrigam. A Jordânia os acolheu e teve um setembro negro. O Líbano sofreu uma guerra civil. O Kuwait os acolheu e tornou-se nada mais que soldados para Saddam [Hussein, ex-presidente do Iraque].”

Ainda ontem (13), Al Shaikh voltou a compartilhar a mensagem. Além disso, o jornalista passou a acusar os palestinos de utilizar as redes sociais e outras plataformas para “insultar” a Arábia Saudita e suas posições. “Ninguém é capaz de lidar com eles, exceto as Forças de Defesa de Israel,” concluiu Al Shaikh.

Mohammed Al Shaikh é somente o último representante da Arábia Saudita a atacar os palestinos. No início deste mês, a ativista Souad Al-Shammari compareceu na TV israelense e afirmou que “muitos sauditas” desejam visitar o estado ocupante. “Visitar Israel é provavelmente o sonho de muitos sauditas e também de gente do Golfo e de outros estados árabes.”

Sua participação na televisão israelense foi recebida com ainda maiores críticas à Arábia Saudita, devido à aparente normalização das relações com Tel Aviv nos últimos meses.

Em julho, o blogueiro saudita Mohammed Saud visitou Jerusalém ocupada após um convite de Tel Aviv. Saud encontrou-se com o filho do Primeiro-Ministro de Israel Benjamin Netanyahu, Yair Netanyahu, e visitou a Mesquita de Al-Aqsa, mas teve de ser retirado do local sagrado islâmico após ser chamado de “traidor” por fiéis palestinos. Mais tarde, Saud conclamou os israelenses a viajarem à Arábia Saudita.

O Rei Salman da Arábia Saudita costuma reiterar o compromisso da monarquia com os direitos palestinos. As ações de Mohammed Bin Salman – seu filho, príncipe herdeiro e governante de fato do país rico em petróleo –, entretanto, são vistas como simpáticas aos estados ocidentais e Israel, a fim de garantir vantagens e a continuidade de seu reino.

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