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Economia de Gaza sofre US$ 70 milhões em perdas todo mês

Palestinos em fila para sacar dinheiro de caixas eletrônicos após o governo decidir que cortará salários em até 30 por cento, na Cidade de Gaza, 10 de maio de 2017 [Mustafa Hassona/Agência Anadolu]

O parlamentar palestino Jamal Al-Khodari afirmou que as perdas diretas da economia de Gaza são estimadas em US$ 70 milhões mensais devido ao severo cerco israelense e ao agravamento da crise salarial dos funcionários públicos.

Em um comunicado de imprensa, Al-Khodari – chefe do Comitê Popular contra o Cerco em Gaza – reiterou que 3.500 fábricas, oficinas e negócios em geral foram fechados durante os doze anos do cerco israelense imposto sobre a faixa litorânea.

O parlamentar enfatizou que estabelecimentos são fechados todos os dias em Gaza, ao observar que a taxa de pobreza alcançou 85 por cento da população e a taxa de desemprego superou 60 por cento.

A renda diária per capita em Gaza é menos de US$ 2 por dia, considerando ainda dezenas de milhares de trabalhadores com ensino superior que estão desempregados.

Al-Khodari, empresário e acadêmico de formação, afirmou que os mercados econômicos em Gaza e na Cisjordânia ocupada vivenciam altos índices de recessão. “As taxas de vendas recuaram em 80 por cento na Faixa de Gaza e 50 por cento na Cisjordânia ocupada,” explicou o parlamentar.

Al-Khodari também observou que a situação em Gaza está se deteriorando devido à retirada do apoio a programas e organizações de ajuda humanitária por parte comunidade internacional e dos estados árabes.

O parlamentar ainda acrescentou que o cerco israelense deve ser suspenso a fim de promover uma vida melhor aos cidadãos de Gaza, à medida que a divisão entre as facções palestinas também deve terminar para permitir melhor conexão entre Gaza e Cisjordânia.

Por fim, Al-Khodari fez um apelo aos estados árabes e à comunidade internacional para que pressionem urgentemente Israel pelo fim do cerco a Gaza, além de retomarem o fluxo de apoio humanitário aos territórios ocupados.

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