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Colonos de Israel fazem de Hebron um ” inferno” para os palestinos

Soldados israelenses montam guarda em Hebron, Cisjordânia em 16 de setembro de 2017 [Wisam Hashlamoun/ Apaimages]

Os palestinos que vivem no coração da Cidade Velha de Hebron têm sofrido insuportável opressão que lhes é infligida pelas forças de ocupação e colonos israelenses.

Essa opressão, relatou Arab48, começou quando a cidade foi ocupada pela primeira vez em 1967, mas se intensificou no ano seguinte, quando colonos judeus, protegidos por forças de ocupação, estabeleceram o assentamento de Kiryat Arba para abrigar 250 famílias judias israelenses.

O assentamento ilegal foi construído em terras privadas pertencentes a 23 famílias palestinas e vem se expandindo desde então. Hoje abriga 8.000 colonos judeus israelenses. É considerado a principal artéria de assentamentos na Cidade Velha.

Em razão disso, Israel proibiu os palestinos de acessar a rua Al-Shuhada, antes uma importante via de comércio e um mercado movimentado, deixando-a acessível apenas a colonos ilegais.

A mesquita de Ibrahimi nas proximidades também foi dividida para acomodar uma sinagoga após o massacre de 1994 realizado pelo extremista Baruch Goldstein, que matou 29 palestinos enquanto rezavam ali.

 

As medidas opressivas forçaram a saída de 1.400 famílias palestinas da cidade, muitas delas depois de perderem suas casas para colonos, ante tribunais de ocupação decidindo continuamente contra a população indígena. 1.829 lojas foram fechadas por ordem militar.

Cerca de 88 palestinos foram mortos na Cidade Velha de Hebron entre 2000-2007 nas mãos das forças de ocupação.

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