O Escritório de Informação dos Prisioneiros Palestinos afirmou nesta terça-feira que o médico Marwan al-Hams, detido pelas autoridades israelenses, foi espancado e imobilizado fisicamente no centro de detenção de Ganot, em Israel, em 7 de outubro, na presença do ministro da Segurança Nacional israelense, Itamar Ben-Gvir. Segundo o órgão, o médico sofreu fraturas e fortes dores nas costas.
Em comunicado, o escritório informou que Al-Hams foi submetido a agressões físicas e intimidação durante a visita de Ben-Gvir ao centro de detenção.
Segundo a entidade, o médico resistiu às provocações do ministro e manteve seu compromisso com as responsabilidades profissionais e humanitárias em relação aos detidos doentes e feridos, apesar dos maus-tratos sofridos.
De acordo com o escritório, Al-Hams apresenta fraturas e fortes dores nas costas decorrentes da agressão e necessita urgentemente de avaliação médica e tratamento.
O órgão descreveu as medidas adotadas contra os detidos palestinos em Ganot em 7 de outubro como alguns dos episódios mais graves de maus-tratos envolvendo prisioneiros da Faixa de Gaza.
A entidade afirmou que o incidente faz parte de um padrão mais amplo de supostos abusos contra palestinos mantidos em centros de detenção israelenses.
O escritório pediu uma intervenção internacional urgente para proteger Al-Hams e outros prisioneiros e detidos palestinos, garantir o acesso ao tratamento médico necessário e impedir novas agressões.
Também responsabilizou as autoridades israelenses pela vida dos detidos e por seu bem-estar físico e psicológico.
O comunicado ressaltou a necessidade de proteção especial para profissionais de saúde detidos que prestam assistência a pessoas doentes e feridas dentro das instalações de detenção.







