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Hamas condena repressão israelense contra prisioneiras na prisão de Damon e pede ação internacional

5 de maio de 2026, às 14h49

Mulheres palestinas participam de uma marcha exigindo a libertação de prisioneiras nas prisões de ocupação israelense em Nablus, na Cisjordânia, em 9 de março de 2025. [Mohammed Nasser/Apaimages]

O Hamas condenou a crescente repressão e tortura israelense contra mulheres palestinas detidas na prisão de Damon, classificando as práticas como “crimes de guerra” e exigindo intervenção internacional imediata.

Em um comunicado divulgado na segunda-feira, o grupo citou depoimentos que indicam que as prisioneiras são forçadas a deitar de bruços, algemadas com as mãos para trás, e submetidas a espancamentos, chutes e outras formas de abuso. O grupo também afirmou que detentas foram colocadas em confinamento solitário.

O Hamas declarou que tais práticas refletem o desrespeito de Israel pelos padrões humanitários e morais e exigiu a responsabilização das autoridades israelenses, bem como esforços urgentes para proteger as detentas.

O grupo instou as facções palestinas, organizações de direitos humanos e grupos da sociedade civil a intensificarem os esforços em apoio às prisioneiras e a defenderem sua libertação.

Anteriormente, a Comissão Palestina para Assuntos de Prisioneiros e Ex-Prisioneiros relatou que as detentas na Prisão de Damon sofreram repetidas repressões — mais de 10 no último mês — acompanhadas de espancamentos, abusos e uso de gás lacrimogêneo.

Os relatos somam-se às preocupações contínuas levantadas por organizações palestinas sobre as condições de detenção e o tratamento das prisioneiras.