A ONU expressou indignação na quarta-feira com a destruição de uma estátua de Jesus por um soldado israelense no sul do Líbano, segundo a agência Anadolu.
Respondendo a uma pergunta da Anadolu sobre o incidente, o porta-voz do secretário-geral, Stephane Dujarric, disse em uma coletiva de imprensa que a ONU está ciente do ocorrido e o classificou como “chocante”.
Ele saudou os relatos de “medidas disciplinares” tomadas contra os soldados israelenses.
“A profanação de símbolos religiosos, a profanação de locais de culto, é inaceitável, independentemente da religião”, disse Dujarric.
Imagens de vídeo que circularam no domingo mostraram um soldado israelense destruindo a estátua com uma picareta na cidade de Debel, no sul do Líbano. O exército israelense reconheceu o incidente em um comunicado na segunda-feira.
Este não foi o primeiro incidente envolvendo danos a símbolos religiosos cristãos no Líbano.
Em setembro de 2024, ataques aéreos israelenses destruíram a Igreja de São Jorge na cidade de Derdghaiya, no distrito de Tiro.
Em abril de 2025, o exército israelense destruiu uma estátua de São Jorge na cidade de Yaroun, na província de Nabatieh, com vídeos mostrando um trator militar realizando a demolição.
Israel também fechou a Igreja do Santo Sepulcro e a Mesquita de Al-Aqsa por 40 dias desde o início da guerra com o Irã, em 28 de fevereiro, alegando preocupações com a segurança, antes de reabri-las em 8 de abril, após o anúncio de um cessar-fogo de duas semanas.







