O regime israelense manteve a proibição aos muçulmanos para que realizem suas preces de sexta-feira na Mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém, pela quarta semana seguida, sob o pretexto do conflito com o Irã, que entra em seu segundo mês.
As informações são da agência de notícias Anadolu.
A polícia ocupante manteve fechados os portões da mesquita e distribuiu tropas por toda a Cidade Velha, para impedir o acesso de fiéis.
Desde 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel deflagraram sua agressão ao Irã, orações em Al-Aqsa seguem restritas a apenas guardas e funcionários do Departamento de Recursos Islâmicos (Waqf), que administra o santuário.
A restrição tomou o mês islâmico do Ramadã, celebrado neste ano entre 17 de fevereiro e 19 de março. Israel proibiu orações do Eid al-Fitr, dentre as datas mais importantes para o calendário islâmico, em Jerusalém Oriental, pela primeira vez desde 1967.
Igualmente, Tel Aviv fechou a Igreja do Santo Sepulcro aos cristãos palestinos, embora se aproxime o feriado de Páscoa.
Segundo relatos, a polícia israelense impediu que muçulmanos conduzissem suas preces nas ruas próximas da Cidade Velha, na tentativa de dissuadir seu culto semanal.
Apelos ressoaram em Jerusalém, no entanto, para que fiéis busquem orar o mais próximo possível de Al-Aqsa, como protesto à campanha repressiva de Israel.
Na quarta-feira (25), o governo israelense estendeu o “estado de emergência” até meados de abril, sem esclarecer, contudo, se igrejas e mesquitas serão reabertas.
Apesar de condenações de países árabes e islâmicos, autoridades da ocupação insistem na negativa à liberdade de culto, tanto a cristãos como muçulmanos palestinos. As ações de Israel são denunciadas como discriminatórias e de motivação política.







