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Israel barra mais da metade do fluxo assistencial a Gaza, alerta ONU

28 de fevereiro de 2026, às 11h06

Palestinos aguardam distribuição de alimentos em al-Mawasi, no sul de Gaza, em 26 de fevereiro de 2026 [Mohammed Eslayeh/Agência Anadolu]

A Organização das Nações Unidas (ONU) advertiu na sexta-feira (27) que mais da metade das movimentações assistenciais a Gaza foram obstruídas ou negadas por Israel, apenas no mês de fevereiro, ao agravar a carência imposta à população civil.

As informações são da agência de notícias Anadolu.

“As rações alimentares foram cortadas pela metade em fevereiro, sobretudo pela falta de abastecimento a Gaza”, apontou o porta-voz Stephane Dujarric, em coletiva de imprensa. “Cerca de dois terços dos caminhões humanitários, com origem do Egito, foram enviados de volta”.

Dentre os itens devolvidos, equipamentos para limpar escombros, instrumentos médicos e protéticos.

“Das dez missões planejadas para esta quinta-feira, quatro foram viabilizadas, incluindo coleta de combustível, tendas e kits para bebês na travessia de Kerem Shalom, ou Karem Abu Salem”, acrescentou. “Cinco missões foram impedidas, e um pedido para averiguar a situação de água e saneamento ao norte foi prontamente negado”.

Ao destacar as carências sanitárias, insistiu Dujarric: “Nossos parceiros continuam a ver cada vez mais pessoas vivendo com deficiências, muitas amputadas, outras com lesões na medula espinhal ou danos cerebrais”.

“Sob um já frágil sistema de saúde, esses pacientes enfrentam desafios, sobretudo dado que a entrada de próteses e outros insumos essenciais continua rigorosamente restrito”, observou. Dujarric enfatizou ainda que a ONU carece de recursos.

Israel matou ao menos 72 mil palestinos e feriu outros 171 mil desde outubro de 2023, em meio ao genocídio em Gaza, assim denunciado no Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), com sede em Haia. Noventa porcento da infraestrutura civil foi destruída.