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Egito afirma estar comprometido com o treinamento da polícia palestina em Gaza

22 de fevereiro de 2026, às 09h49

A polícia palestina retomou o patrulhamento nas ruas do bairro de Rimal para manter a segurança e regular o tráfego na Cidade de Gaza, Gaza, em 27 de janeiro de 2026. [Saeed M. M. T. Jaras – Agência Anadolu]

O Egito está comprometido em continuar o treinamento de policiais palestinos para manter a segurança em Gaza, afirmou o primeiro-ministro Mostafa Madbouly nesta quinta-feira, durante a reunião inaugural do Conselho de Paz em Washington, DC, segundo a Anadolu.

Madbouly disse que o Egito apoia a visão do presidente dos EUA, Donald Trump, de “uma nova era de paz e coexistência” na região, na qual os palestinos desfrutem de seu direito à autodeterminação e à condição de Estado, em conformidade com as resoluções internacionais pertinentes.

O Egito aprecia a posição de Trump de rejeitar a anexação da Cisjordânia e apoia o mandato do Conselho de Paz como principal estrutura para governar o período de transição em Gaza, acrescentou.

Madbouly enfatizou a necessidade de capacitar plenamente o Comitê Nacional para a Administração de Gaza (CNAG) “para funcionar efetivamente dentro e em toda a Faixa”, acrescentando que preservar o vínculo institucional e geográfico entre a Cisjordânia e Gaza é vital para que a Autoridade Palestina retome, eventualmente, seu papel em Gaza.

O CNAG é um órgão apolítico formado no âmbito de um plano para Gaza proposto por Trump, encarregado de gerir os assuntos cotidianos da administração pública no enclave.

É composto por 11 figuras palestinas e liderado por Ali Shaath, um tecnocrata palestino com vasta experiência em infraestrutura, planejamento e administração pública.

O comitê começou a operar na capital egípcia, Cairo, em meados de janeiro, mas ainda não iniciou seus trabalhos dentro de Gaza, onde cerca de 2,4 milhões de palestinos enfrentam graves condições humanitárias.

“O Egito continuará seus esforços para treinar policiais palestinos para manter a segurança dentro da Faixa”, afirmou.

Madbouly também afirmou que seu país valoriza a rejeição de Trump à deportação de palestinos de Gaza, conforme refletido no plano de 20 pontos, e enfatizou a importância de lançar projetos de recuperação em todo o território “de maneira a preservar sua unidade geográfica”.

O Conselho de Paz foi estabelecido no âmbito dos esforços para uma solução pacífica na Faixa de Gaza. Busca promover a construção da paz em todo o mundo. Washington afirmou que outros países aderiram à iniciativa desde então.

Um acordo de cessar-fogo apoiado pelos EUA está em vigor em Gaza desde 10 de outubro, interrompendo a ofensiva israelense de dois anos, que matou mais de 72.000 pessoas, a maioria mulheres e crianças, e feriu mais de 171.000 desde outubro de 2023.

Apesar do cessar-fogo, as forças israelenses cometeram centenas de violações por meio de bombardeios e disparos, matando 611 palestinos e ferindo 1.630, segundo o Ministério da Saúde de Gaza.