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Israel prende 22 mil em Jerusalém e Cisjordânia, em meio ao genocídio em Gaza

14 de fevereiro de 2026, às 15h39

Forças israelenses prendem palestinos em Tulkarem, na Cisjordânia ocupada, em 11 de setembro de 2025 [Nedal Eshtayah/Agência Anadolu]

Israel prendeu cerca de 22 mil palestinos em Jerusalém e Cisjordânia ocupadas, desde o início do genocídio em Gaza, confirmou nesta quinta-feira (12) a ong de direitos humanos Clube dos Prisioneiros Palestinos, radicada em Ramallah.

Conforme relatório, os números cobrem a totalidade das prisões desde então, incluindo aqueles que permanecem em custódia e outros eventualmente liberados. A ong ressaltou se tratar de recorde de prisões no período de dois anos e meio.

Os dados, contudo, não incluem palestinos sequestrados em Gaza por forças ocupantes, estimados na escala de milhares; tampouco campanhas repressivas de prisão nas terras expropriadas em 1948 — ou Palestina histórica, no território designado Israel.

Campanhas de prisão em massa na Cisjordânia seguem acelerando, prosseguiu o alerta, com ao menos 40 palestinos presos somente entre quarta-feira à noite e quinta-feira pela manhã. Entre os quais, quatro mulheres, uma criança e ex-prisioneiros.

As prisões são acompanhadas ainda de violações “sem precedentes”, como ameaças às famílias, danos às residências, espancamentos e expropriação ilegal de veículos, dinheiro e mesmo joias pessoais.

A ong acusou forças israelenses de destruírem infraestrutura civil, incluindo ao demolir casas de parentes dos prisioneiros ou tomá-los de reféns ou escudos humanos, em meio a práticas de punição coletiva e limpeza étnica contrárias à lei internacional.

Execuções em campo também foram registradas.

As campanhas de prisões, advertiu o dossiê, servem ainda para expandir assentamentos ilegais em toda a Cisjordânia.

Milhares foram interrogados ilegalmente, concluiu a nota, submetidos a abusos e tortura em campos de detenção e centros clandestinos de custódia.