O Conselho de Liderança Presidencial do Iêmen aprovou a formação de um novo governo chefiado pela primeira-ministra Shaya al-Zindani, com um gabinete de 34 membros, incluindo três mulheres, informou a Agência de Notícias Saba nesta sexta-feira, segundo a Anadolu.
Al-Zindani também atuará como Ministra das Relações Exteriores e dos Expatriados.
O gabinete inclui Maamar Motahar al-Eryani como Ministro da Informação, o major-general Ibrahim Ali Ahmed Haidan como Ministro do Interior e o major-general Taher Ali Obeidah al-Oqaili como Ministro da Defesa.
Entre as ministras nomeadas estão Afrah Abdulaziz al-Zouba como Ministra do Planejamento e Cooperação Internacional, Ahd Mohammed Salem Jaasous como Ministra de Estado para Assuntos da Mulher e a juíza Ishraq Fadl al-Maqtari, de acordo com o anúncio.
A formação do governo foi aprovada em conformidade com a Constituição do Iêmen, a iniciativa do Conselho de Cooperação do Golfo e seu mecanismo de implementação assinado em 2011, bem como a decisão de 2022 que transferiu os poderes presidenciais para o Conselho de Liderança Presidencial, afirmou Saba.
O conselho declarou que a decisão foi tomada no interesse do “supremo interesse nacional” do país.
O novo gabinete sucede a renúncia do ex-primeiro-ministro Ahmad Awad bin Mubarak em 3 de maio de 2025. Seu governo anterior não contava com representação feminina.
A formação do governo ocorre após meses de consultas realizadas em Riade, com o objetivo de amenizar as tensões entre o governo iemenita e o Conselho de Transição do Sul (STC), que anunciou sua dissolução em 9 de janeiro. As negociações buscaram construir um consenso para a gestão da próxima fase de governança.
Além das disputas políticas internas, o Iêmen está mergulhado há seis anos em uma guerra entre as forças governamentais e o movimento Houthi. O conflito desencadeou uma das piores crises humanitárias do mundo, com cerca de 80% da população – aproximadamente 30 milhões de pessoas – dependendo de assistência humanitária, segundo a ONU.
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