A prefeitura de Gaza advertiu que a uma iminente emergência hídrica na cidade, ao notar piora na escassez de suprimentos, sobretudo após danos israelenses a um rede de canos de distribuição, essencial ao uso civil.
Em nota publicada no Facebook, nesta quarta-feira (27), a prefeitura reiterou que parte da rede, obra da companhia israelense Mekorot, foi destruída por tratores militares a leste da cidade, cortando acesso a 70% da população.
A crise se soma a danos extensos à infraestrutura de água e esgoto, acrescentou o alerta, incluindo a destruição de quase 85% dos poços artesianos na Cidade de Gaza, de modo a restringir ainda mais o suprimento aos residentes
A prefeitura estimou demanda pré-guerra acima de cem mil metros cúbicos, mas apontou que, devido ao cerco israelense já vigente, esta raramente se supria.
As soma das condições, prosseguiu, levou a 90% de déficit.
A nota ressaltou ainda a destruição por Israel de quase 150 mil metros de redes de água, além de danos à usina de dessalinização de Sudaniya, a noroeste da cidade, ao reduzir de maneira drástica o acesso a fontes alternativas que atenuavam as carências.
Segundo a prefeitura, o mais recente ataque ao sistema hídrico levou a falta de água em todas as áreas da Cidade de Gaza, incluindo Cidade Velha, Zeitoun, Sabra e Tel al-Hawa, assim como arredores a oeste.
A prefeitura disse trabalhar com a Autoridade de Águas da Palestina para obter acesso ao local dos danos e repará-los, a fim de mitigar a escassez.
Israel mantém ataques indiscriminados a Gaza apesar de cessar-fogo firmado em outubro com o grupo Hamas. Em dois anos de genocídio, são ao menos 71 mil palestinos mortos e 171 mil feridos, além de dois milhões de desabrigados.
Desde a suposta trégua, ao menos 492 palestinos foram mortos e 1.350 feridos.
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