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Ataques de Israel deslocam 818 na Cisjordânia em janeiro, reporta ONU

29 de janeiro de 2026, às 13h49

Protesto contra avanços coloniais israelenses em Jericó, na Cisjordânia ocupada, em 23 de janeiro de 2026 [Wisam Hashlamoun/Agência Anadolu]

A Organização das Nações Unidas (ONU) alertou nesta quarta-feira (28) que demolições e ataques coloniais de Israel na Cisjordânia ocupada deslocaram ao menos 818 palestinos de suas casas somente em janeiro, segundo informações da agência Anadolu.

Em nota, o Escritório para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) estimou 688 palestinos desraigados de oito comunidades devido a violações perpetradas por colonos ilegais, totalizando 40% dos casos em 2025.

Outro 130 palestinos foram expulsos por demolições de Israel.

Ao advertir que outros cem beduínos foram deslocados de Ras Ein al’Auja, perto de Jericó, sob pogroms e assédio de colonos israelenses, ressaltou a agência: “A comunidade está agora completamente vazia”.

Colonos também danificaram ou bloquearam acesso a terras pastoris e aquíferos locais, além de expropriar rebanhos e vandalizar propriedades campesinas.

A agência corroborou ainda relatos de dezenas de demolições em curso na região de Kafr Aqab, em Jerusalém Oriental ocupada.

O ano de 2025, prosseguiu a denúncia, registrou recordes de demolição em Jerusalém, no período de duas décadas.

Neste sentido, o OCHA apontou trabalhar junto de parceiros humanitários para fornecer apoio urgente às famílias deslocadas.

Estima-se 500 mil colonos ilegais radicados em assentamentos na Cisjordânia, além de 250 mil em Jerusalém. Ataques se intensificaram no contexto do genocídio em Gaza, com 1.109 mortos, 11 mil feridos e 21 mil detidos arbitrariamente.

Em julho de 2024, o Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), em Haia, admitiu a ilegalidade da ocupação, ao instar evacuação imediata de colonos e soldados; contudo, sem ações até então.

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