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Israel desloca 37 mil na Cisjordânia, em recorde histórico, reporta ONU

27 de janeiro de 2026, às 11h49

Forças israelenses demolem casas palestinas em Ramallah, na Cisjordânia ocupada, em 21 de janeiro de 2026 [Issam Rimawi/Agência Anadolu]

Ao menos 37 mil palestinos foram deslocados à força na Cisjordânia ocupada, em 2025, em recorde histórico em meio a níveis sem precedentes de violência colonial israelense, alertou nesta segunda-feira (26) a Organização das Nações Unidas (ONU).

As informações são da agência de notícias Anadolu.

De acordo com o porta-voz, Stephane Dujarric, ao citar um relatório do Escritório para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), os territórios palestinos “viram recordes de deslocamento e violência colonial” ao longo do último ano, sobretudo “por operações conduzidas contra aos campos de refugiados”.

“Apenas na área norte, registramos mais de 1.800 ataques israelenses contra palestinos”, incluindo baixas e danos, prosseguiu Dujarric. “Trata-se do maior índice já registrado pela ONU, no nono ano consecutivo de aumento”.

Estima-se 500 mil colonos israelenses radicados em assentamentos e postos avançados ilegais na Cisjordânia, além de 250 mil em Jerusalém ocupada. A região vive em escalada, com pogroms e demolições em massa contra a população nativa.

Em paralelo ao genocídio em Gaza, desde outubro de 2023, tropas e colonos israelenses deixaram ao menos 1.109 mortos e 11 mil feridos na Cisjordânia e Jerusalém, além de 21 mil detidos arbitrariamente.

Em julho passado, em decisão histórica, o Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), sediado em Haia, reconheceu a ilegalidade da ocupação em Jerusalém e Cisjordânia, ao requerer evacuação imediata de soldados e colonos; sem ações, contudo, até então.

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