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Forças de Israel matam um e prendem 11 na Cisjordânia ocupada

27 de janeiro de 2026, às 09h44

Soldados israelenses escoltam colonos ilegais durante invasão à Cidade Velha de Hebron, na Cisjordânia ocupada, em 24 de janeiro de 2026 [Wisam Hashlamoun/Agência Anadolu]

Forças israelenses mataram um palestino e detiveram outros 11 na Cisjordânia ocupada, neste domingo (25), em meio a uma escalada militar em curso contra a população nativa, reportaram fontes médicas e testemunhas.

As informações são da agência de notícias Anadolu.

Conforme o Ministério da Saúde palestino, Ammar Hijazi, de 34 anos, foi baleado e morto em Ayoun al-Haramiya, a norte de Ramallah, no centro da Cisjordânia.

A agência palestina Wafa indicou que o rapaz foi ferido após policiais israelenses abrirem fogo contra seu carro, perto do entroncamento rodoviário local. Mais tarde, paramédicos confirmaram o óbito.

A polícia ocupante justificou a execução, ao acusá-lo de se negar a parar o veículo.

Neste mesmo contexto, forças israelenses invadiram o campo de refugiados de Al-Arroub, ao norte de Hebron, no sul da Cisjordânia, resultando no sequestro de quatro irmãos. Em Aktaba, subúrbio de Tulkarem, bem como Kafr Zibad e Kafr Abboush, ao sul, outros cinco foram detidos.

Um rapaz foi também capturado em sua casa em Kafr Dan, a oeste de Jenin, na área norte da Cisjordânia. Em Deir Ghassaneh, a noroeste de Ramallah, o alvo foi um ex-prisioneiro palestino, cuja residência igualmente invadida.

Em paralelo ao genocídio em Gaza, desde outubro de 2023, tropas e colonos israelenses deixaram ao menos 1.109 mortos e 11 mil feridos na Cisjordânia e Jerusalém, além de 21 mil detidos arbitrariamente.

Em julho passado, em decisão histórica, o Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), sediado em Haia, reconheceu a ilegalidade da ocupação em Jerusalém e Cisjordânia, ao requerer evacuação imediata de soldados e colonos; sem ações, contudo, até então.

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