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Milhões de crianças sudanesas seguem fora da escola há quase 500 dias

24 de janeiro de 2026, às 08h13

Crianças no campo de refugiados de Al Afad, no Sudão, em 13 de janeiro de 2026 [Muhammed Emin Canik/Agência Anadolu]

Milhões de crianças no Sudão seguem impedidas de seu direito à educação há quase 500 dias, em meio à guerra civil deflagrada em abril de 2023, alertou na quinta-feira (22) a ong Save the Children, segundo informações da agência Anadolu.

Segundo o comunicado, mais de oito milhões de crianças — quase metade da população em idade escolar do Sudão, estimada em 17 milhões — suplantaram a marca de 484 dias sem aulas, em uma dos fechamentos mais extensos do mundo.

De acordo com a ong, a situação excede mesmo a pandemia de covid-19.

A ong reiterou que o ensino remoto segue inacessível, ao passo que conflitos continuam a afetar a infraestrutura, em meio ao deslocamento massivo em todo o país. Muitas escolas permanecem fechadas, danificadas ou convertidas em abrigos.

O alerta notou que o Sudão enfrenta hoje uma das piores crises educacionais do mundo, com milhões de crianças privadas de segurança, insumos e direitos básicos, sob ameaça crescente de jamais concluírem sua formação.

A guerra eclodiu no Sudão em abril de 2023, em meio a disputas políticas entre o exército regular e seus então aliados paramilitares, das Forças de Suporte Rápido (FSR). Dezenas de milhares morreram e milhões foram desabrigados.