Colonos ilegais israelenses atearam fogo a uma casa palestina nesta quinta-feira (15), na região de al-Murashahat, próxima ao campo de refugiados de Aqabat Jabr, no noroeste de Jericó, na Cisjordânia ocupada. A propriedade foi totalmente destruída.
O ataque coincide com uma nova onda de pogroms realizados por colonos israelenses no início do ano, contra os palestinos nativos, sobretudo comunidades beduínas na região. A organização de direitos humanos al-Baydar notou pânico entre residentes e vizinhos.
A casa pertencia à família Mleihat (Kaabneh).
Para a al-Baydar, os ataques coloniais são parte de uma política sistemática de assédio e intimidação voltada a expulsar os palestinos de suas terras.
A organização reiterou que crimes incendiários se tornaram modus operandi dos colonos contra os nativos e reivindicou proteção imediata de residentes palestinos, assim como a responsabilização, perante a justiça, dos agressores.
Em nota à parte, a Comissão Contra o Muro e os Assentamentos confirmou um aumento drástico de ataques coloniais na Cisjordânia em 2025, com 4.723 incidentes em diversas províncias, em meio a apoio político e securitário aos criminosos israelenses.
Organizações palestinas ressaltam que a agressão — sobretudo no contexto do genocídio em Gaza — buscam compelir o deslocamento das famílias nativas, para substitui-las por colonos ilegais, expandir assentamentos e anexar terras na Cisjordânia.







